Publicação

"Posso ser quem sou": A utilização dos Finstas pelos jovens Portugueses

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:As redes sociais, que permeiam o quotidiano dos indivíduos, oferecem um espaço de fácil e rápida partilha, mas, podem retirar a privacidade e a espontaneidade das interações sociais. Sem divisões entre os vários grupos que os seguem, torna-se um desafio escolher os comportamentos e conteúdos que podem ou não ser partilhados e, consequentemente, como os indivíduos se podem representar. Para dar resposta a estes problemas, existem várias táticas utilizadas, entre as quais estão a utilização, pelos jovens, de contas secundárias, ou “falsas”, para uma partilha mais livre com uma audiência escolhida e mais próxima. Assim, o presente estudo teve como objetivo analisar estas contas, na plataforma Instagram, por ser uma das mais populares entre os jovens portugueses. O método para a nossa pesquisa apoiou-se em entrevistas semi-estruturadas e também em Scroll Back Interviews a cinco participantes, entre os 18 e os 25 anos, com o intuito de averiguarmos quais as diferenças entre representações nas contas principais (Rinstas) e nas contas secundárias (Finstas). As nossas principais conclusões foram que as representações nas contas Finsta são mais espontâneas que nas contas Rinsta. Ainda assim, as representações dos utilizadores não são totalmente espontâneas e livres de pressão, nestas contas, existindo ainda a necessidade de filtragens adicionais da audiência e censura dos conteúdos partilhados.
Autores principais:Baptista, Rute Sofia de Almeida Antunes
Assunto:Finsta Rinsta Instagram Privacidade -- Privacy Auto-apresentação -- Self-presentation
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:As redes sociais, que permeiam o quotidiano dos indivíduos, oferecem um espaço de fácil e rápida partilha, mas, podem retirar a privacidade e a espontaneidade das interações sociais. Sem divisões entre os vários grupos que os seguem, torna-se um desafio escolher os comportamentos e conteúdos que podem ou não ser partilhados e, consequentemente, como os indivíduos se podem representar. Para dar resposta a estes problemas, existem várias táticas utilizadas, entre as quais estão a utilização, pelos jovens, de contas secundárias, ou “falsas”, para uma partilha mais livre com uma audiência escolhida e mais próxima. Assim, o presente estudo teve como objetivo analisar estas contas, na plataforma Instagram, por ser uma das mais populares entre os jovens portugueses. O método para a nossa pesquisa apoiou-se em entrevistas semi-estruturadas e também em Scroll Back Interviews a cinco participantes, entre os 18 e os 25 anos, com o intuito de averiguarmos quais as diferenças entre representações nas contas principais (Rinstas) e nas contas secundárias (Finstas). As nossas principais conclusões foram que as representações nas contas Finsta são mais espontâneas que nas contas Rinsta. Ainda assim, as representações dos utilizadores não são totalmente espontâneas e livres de pressão, nestas contas, existindo ainda a necessidade de filtragens adicionais da audiência e censura dos conteúdos partilhados.