Publicação

O impacto da prisão na conjugalidade

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente tese baseia-se numa pesquisa sobre O impacto da prisão na conjugalidade, efectuada entre 2005 e 2008 para a obtenção do grau académico de mestre com a orientação da Professora Doutora Anália Cardoso Torres. Partiu-se do pressuposto que o cumprimento de uma pena de prisão, ao implicar afastamento de contextos de relacionamento familiar e de intimidade, a potencial desorganização de condições de existência e alteração de rotinas de vida e uma potencial estigmatização social, tem implicações não apenas para o condenado mas também para o núcleo familiar onde este se integra. Assim sendo, formulou-se a hipótese de que a execução da pena de prisão produz efeitos perturbadores na coesão conjugal, ao nível das dimensões identitária, relacional e antroponómica da conjugalidade. Esta hipótese baseia-se numa perspectiva sociológica da conjugalidade como relação social, e decorre da conceptualização proposta por Torres (2002). Perante os objectivos da investigação, foram seleccionados dez casais de nacionalidade portuguesa, constituídos na base de uma relação conjugal ou equiparada (união de facto), com o elemento masculino a cumprir uma pena de prisão efectiva nos Estabelecimentos Prisionais de Vale de Judeus e de Alcoentre, à data do estudo. A recolha de informação foi efectuada com recurso a uma entrevista semi-directiva, estruturada em função de temas decorrentes das dimensões que estruturam o modelo de análise do estudo.
Autores principais:Carmo, Isabel Maria Nobre do
Assunto:Prisão -- Prison Família Conjugalidade -- Conjugality Family Custos sociais Social costs
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:A presente tese baseia-se numa pesquisa sobre O impacto da prisão na conjugalidade, efectuada entre 2005 e 2008 para a obtenção do grau académico de mestre com a orientação da Professora Doutora Anália Cardoso Torres. Partiu-se do pressuposto que o cumprimento de uma pena de prisão, ao implicar afastamento de contextos de relacionamento familiar e de intimidade, a potencial desorganização de condições de existência e alteração de rotinas de vida e uma potencial estigmatização social, tem implicações não apenas para o condenado mas também para o núcleo familiar onde este se integra. Assim sendo, formulou-se a hipótese de que a execução da pena de prisão produz efeitos perturbadores na coesão conjugal, ao nível das dimensões identitária, relacional e antroponómica da conjugalidade. Esta hipótese baseia-se numa perspectiva sociológica da conjugalidade como relação social, e decorre da conceptualização proposta por Torres (2002). Perante os objectivos da investigação, foram seleccionados dez casais de nacionalidade portuguesa, constituídos na base de uma relação conjugal ou equiparada (união de facto), com o elemento masculino a cumprir uma pena de prisão efectiva nos Estabelecimentos Prisionais de Vale de Judeus e de Alcoentre, à data do estudo. A recolha de informação foi efectuada com recurso a uma entrevista semi-directiva, estruturada em função de temas decorrentes das dimensões que estruturam o modelo de análise do estudo.