Publicação
Autorrepresentações dos transformistas e da cultura queer em Portugal: a receção da mensagem e da condição identitária
| Resumo: | O conhecimento do mundo em muito se deve à construção mediática da realidade transmitida pelos meios de comunicação social. É graças a estes agentes de socialização que se torna possível construir determinadas realidades que nos são mais distantes social e culturalmente, sem que para isso estejam geograficamente afastadas. A partir dessa representação do mundo social constroem-se opiniões e posições sobre situações ou grupos retratados. Foi a pensar na representação constante que procurámos estudar um grupo específico dotado de diversidade e excentricidade. Para esta investigação foi tida em consideração a forma como esse grupo – os profissionais do espetáculo transformista – recebe as suas representações artísticas e identitárias nos meios de comunicação social, permitindo verificar como a adesão ou a resistência às mensagens é por eles incorporada como um meio de afirmação da sua própria identidade. Os profissionais transformistas que participaram neste estudo apresentaram uma atitude de crítica, resistência e autovitimização face às mensagens veiculadas sobre a sua condição artística e identitária nos meios de comunicação social. O reforço da identidade do grupo – enquanto minoria associada a uma vertente cultural específica – foi acentuado ao considerarem que a visibilidade e cobertura dadas ao transformismo e cultura queer nos media são reduzidas ou até mesmo inexistentes. Para estes artistas, os poucos conteúdos e abordagens nos media nem sempre retrataram corretamente a realidade do transformismo, tendo essas representações mediáticas implicações na forma como são aceites pelo público, que não estaria preparado mentalmente para conhecer esta cultura. |
|---|---|
| Autores principais: | Mendes, Raquel Luísa Mourato |
| Assunto: | Meios de comunicação social Representações mediáticas Receção Transformismo Cultura queer Social media Mediatic representations Reception Drag queens Queer culture |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | O conhecimento do mundo em muito se deve à construção mediática da realidade transmitida pelos meios de comunicação social. É graças a estes agentes de socialização que se torna possível construir determinadas realidades que nos são mais distantes social e culturalmente, sem que para isso estejam geograficamente afastadas. A partir dessa representação do mundo social constroem-se opiniões e posições sobre situações ou grupos retratados. Foi a pensar na representação constante que procurámos estudar um grupo específico dotado de diversidade e excentricidade. Para esta investigação foi tida em consideração a forma como esse grupo – os profissionais do espetáculo transformista – recebe as suas representações artísticas e identitárias nos meios de comunicação social, permitindo verificar como a adesão ou a resistência às mensagens é por eles incorporada como um meio de afirmação da sua própria identidade. Os profissionais transformistas que participaram neste estudo apresentaram uma atitude de crítica, resistência e autovitimização face às mensagens veiculadas sobre a sua condição artística e identitária nos meios de comunicação social. O reforço da identidade do grupo – enquanto minoria associada a uma vertente cultural específica – foi acentuado ao considerarem que a visibilidade e cobertura dadas ao transformismo e cultura queer nos media são reduzidas ou até mesmo inexistentes. Para estes artistas, os poucos conteúdos e abordagens nos media nem sempre retrataram corretamente a realidade do transformismo, tendo essas representações mediáticas implicações na forma como são aceites pelo público, que não estaria preparado mentalmente para conhecer esta cultura. |
|---|