Publicação
Capacitando as comunidades: A perspetiva local sobre os programas aldeia segura, pessoas seguras e a preparação para incêndios rurais em Vale Florido
| Resumo: | Os incêndios de 2017, em Portugal, marcaram fortemente a sociedade civil, revelaram-se ser dos mais mortais da história do país, resultando na perda de 117 vidas e danos muito significativos em habitações, empresas e ecossistemas. Estes eventos vieram sublinhar a necessidade urgente de promover uma cultura de prevenção do risco nas comunidades, sobretudo nas comunidades rurais. Surgem assim com esse desígnio os programas “Aldeia Segura,Pessoas Seguras” (ASPS). Com este trabalho pretende-se esclarecer a experiência na implantação dos programas Aldeia Segura, Pessoas Seguras, com incidência na experiência desenvolvida pelo Município de Ansião na Aldeia de Vale Florido, assim comoidentificar os obstáculos encontrados, os pontos fortes, os pontos fracos, as dificuldades e as perspetivas futuras paraestes programas. Metodologicamente, optou-se pela recolha do testemunho junto do serviço Municipal de Proteção Civil de Ansião de modo a identificar os principais desafios que se colocam na implementação dos programas ASPS na primeira pessoa. Os resultados deste trabalho, que se baseiam na experiência do município na implementação dos programas ASPS, demonstram a importância de uma abordagem mais centrada na comunidade. Ao envolver residentes locais, os municípios podem efetivamente desenvolver uma cultura de proximidade entre as comunidades e a proteção civil. O envolvimento dos Presidentes de Junta, pela proximidade com as populações, demonstrou ter um papel primordial na adesão da população aos programas. Os resultados também evidenciam a necessidade de uma avaliação e adaptação contínuas destes programas para garantir a sua eficácia a longo prazo e capaz de os tornar flexíveis face aos novos desafios da sociedade. Em última análise, o sucesso destas iniciativas depende em grande medida do compromisso e da colaboração de todos: comunidades rurais e agentes da proteção civil. |
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| Autores principais: | Rocha, A. |
| Outros Autores: | Diogo, M.; Samora-Arvela, A.; Barreiros, J. |
| Assunto: | Preparação Perspetiva local Aldeia segura Pessoas seguras |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Os incêndios de 2017, em Portugal, marcaram fortemente a sociedade civil, revelaram-se ser dos mais mortais da história do país, resultando na perda de 117 vidas e danos muito significativos em habitações, empresas e ecossistemas. Estes eventos vieram sublinhar a necessidade urgente de promover uma cultura de prevenção do risco nas comunidades, sobretudo nas comunidades rurais. Surgem assim com esse desígnio os programas “Aldeia Segura,Pessoas Seguras” (ASPS). Com este trabalho pretende-se esclarecer a experiência na implantação dos programas Aldeia Segura, Pessoas Seguras, com incidência na experiência desenvolvida pelo Município de Ansião na Aldeia de Vale Florido, assim comoidentificar os obstáculos encontrados, os pontos fortes, os pontos fracos, as dificuldades e as perspetivas futuras paraestes programas. Metodologicamente, optou-se pela recolha do testemunho junto do serviço Municipal de Proteção Civil de Ansião de modo a identificar os principais desafios que se colocam na implementação dos programas ASPS na primeira pessoa. Os resultados deste trabalho, que se baseiam na experiência do município na implementação dos programas ASPS, demonstram a importância de uma abordagem mais centrada na comunidade. Ao envolver residentes locais, os municípios podem efetivamente desenvolver uma cultura de proximidade entre as comunidades e a proteção civil. O envolvimento dos Presidentes de Junta, pela proximidade com as populações, demonstrou ter um papel primordial na adesão da população aos programas. Os resultados também evidenciam a necessidade de uma avaliação e adaptação contínuas destes programas para garantir a sua eficácia a longo prazo e capaz de os tornar flexíveis face aos novos desafios da sociedade. Em última análise, o sucesso destas iniciativas depende em grande medida do compromisso e da colaboração de todos: comunidades rurais e agentes da proteção civil. |
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