Publicação
As exposições nacionais de floricultura (1940-1962) e as exposições de arquitetura paisagista (1953-1966): Das ações da câmara municipal de Lisboa à formação da primeira geração de arquitetos paisagistas
| Resumo: | Reconhecendo o interesse renovado pelos jardins e a necessidade de recursos humanos especializados na Repartição de Jardinagem da Câmara Municipal de Lisboa, e valorizando a importância de Francisco Caldeira Cabral (1908-1992) na criação do Curso Livre de Arquitetura Paisagista, o presente ensaio centra o seu estudo na articulação entre a ação camarária, o ensino da Arquitetura Paisagista, e a realização em Lisboa das Exposições Nacionais de Floricultura (1940-1962) e das Exposições de Arquitetura Paisagista (1953-1966). A Repartição de Jardinagem da Câmara Municipal de Lisboa foi fundamental na promoção e gestão dos espaços verdes da cidade, refletindo o crescente interesse público na preservação e valorização dos jardins urbanos, e contribuindo significativamente para o envolvimento de técnicos especializados. Com a criação do Curso Livre de Arquitetura Paisagista, no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, aprovado pelo Ministério da Educação Nacional, em 1942, foi-se preparando profissionais capacitados para transformar as paisagens urbanas, com conhecimentos e práticas inovadoras no campo da Arquitetura Paisagista. Neste contexto realizaram-se Exposições Nacionais de Floricultura, organizadas pela Câmara Municipal de Lisboa, amplamente difundidas em diversos suportes (Publicações periódicas, Folhetos, Catálogos, Documentários) reveladoras do interesse e do empenho na promoção dos jardins e da floricultura. Com a sedimentação do Curso Livre de Arquitetura Paisagista, as Exposições de Arquitetura Paisagista foram vitais para a disseminação das técnicas e das melhores práticas da modernidade internacional promovendo um diálogo contínuo entre a tradição e a modernidade, e realçando a importância da valorização da paisagem urbana na relação entre o homem e a natureza. |
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| Autores principais: | Marques, E. G. |
| Outros Autores: | André, P. |
| Assunto: | Francisco Caldeira Cabral Curso livre de arquitetura paisagista Exposições nacionais de floricultura Exposições de arquitetura paisagista |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Reconhecendo o interesse renovado pelos jardins e a necessidade de recursos humanos especializados na Repartição de Jardinagem da Câmara Municipal de Lisboa, e valorizando a importância de Francisco Caldeira Cabral (1908-1992) na criação do Curso Livre de Arquitetura Paisagista, o presente ensaio centra o seu estudo na articulação entre a ação camarária, o ensino da Arquitetura Paisagista, e a realização em Lisboa das Exposições Nacionais de Floricultura (1940-1962) e das Exposições de Arquitetura Paisagista (1953-1966). A Repartição de Jardinagem da Câmara Municipal de Lisboa foi fundamental na promoção e gestão dos espaços verdes da cidade, refletindo o crescente interesse público na preservação e valorização dos jardins urbanos, e contribuindo significativamente para o envolvimento de técnicos especializados. Com a criação do Curso Livre de Arquitetura Paisagista, no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, aprovado pelo Ministério da Educação Nacional, em 1942, foi-se preparando profissionais capacitados para transformar as paisagens urbanas, com conhecimentos e práticas inovadoras no campo da Arquitetura Paisagista. Neste contexto realizaram-se Exposições Nacionais de Floricultura, organizadas pela Câmara Municipal de Lisboa, amplamente difundidas em diversos suportes (Publicações periódicas, Folhetos, Catálogos, Documentários) reveladoras do interesse e do empenho na promoção dos jardins e da floricultura. Com a sedimentação do Curso Livre de Arquitetura Paisagista, as Exposições de Arquitetura Paisagista foram vitais para a disseminação das técnicas e das melhores práticas da modernidade internacional promovendo um diálogo contínuo entre a tradição e a modernidade, e realçando a importância da valorização da paisagem urbana na relação entre o homem e a natureza. |
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