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A criação de emprego é suficiente para combater a pobreza na União Europeia? Reflexões sobre a Estratégia de Lisboa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Estratégia de Lisboa renovada centra a aposta da União Europeia no crescimento e no emprego, para atingir uma maior competitividade, mas também para reforçar a coesão social por essa via. Nesta dissertação de mestrado em Economia e Politicas Publicas, o que se pretende analisar e se a criação de emprego constitui o factor decisivo para combater a pobreza a escala europeia. Para tal, estudou-se o percurso feito, de 1995 a 2005, pelos Estados-membros da UE15. O crescimento do emprego não parece exercer influencia estatisticamente significativa nas taxas de risco de pobreza, antes e após as transferências sociais. No domínio do emprego, apenas a taxa de desemprego de longa duração emerge como factor explicativo secundário do fenómeno da pobreza. Maior influência parece exercer o nível de escolaridade dos jovens. Contudo, o grande contributo explicativo para as taxas de risco de pobreza, antes e após as transferências sociais, e dado pelo abandono escolar precoce, associado ao crescimento do emprego e a taxa de desemprego de longa duração. Relativamente a diferenciação entre os Estados-membros, distribuídos por distintos regimes de welfare state, e atendendo a evolução registada no período, verifica-se, no período, uma relativa homogeneização estrutural. Ao mesmo tempo, assiste-se a uma aparente reorganização dos modelos de protecção social consagrados na literatura (escandinavo, continental, anglo-saxónico e do Sul europeu). Neste estudo, foram utilizadas técnicas estatísticas diversas, incluindo a análise de clusters e a regressão.
Autores principais:Silveirinha, Maria Helena dos Reis
Assunto:Politicas europeias Estratégia de Lisboa Pobreza Politicas sociais Portugal União Europeia European policy Lisbon Strategy Poverty Social policy
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:A Estratégia de Lisboa renovada centra a aposta da União Europeia no crescimento e no emprego, para atingir uma maior competitividade, mas também para reforçar a coesão social por essa via. Nesta dissertação de mestrado em Economia e Politicas Publicas, o que se pretende analisar e se a criação de emprego constitui o factor decisivo para combater a pobreza a escala europeia. Para tal, estudou-se o percurso feito, de 1995 a 2005, pelos Estados-membros da UE15. O crescimento do emprego não parece exercer influencia estatisticamente significativa nas taxas de risco de pobreza, antes e após as transferências sociais. No domínio do emprego, apenas a taxa de desemprego de longa duração emerge como factor explicativo secundário do fenómeno da pobreza. Maior influência parece exercer o nível de escolaridade dos jovens. Contudo, o grande contributo explicativo para as taxas de risco de pobreza, antes e após as transferências sociais, e dado pelo abandono escolar precoce, associado ao crescimento do emprego e a taxa de desemprego de longa duração. Relativamente a diferenciação entre os Estados-membros, distribuídos por distintos regimes de welfare state, e atendendo a evolução registada no período, verifica-se, no período, uma relativa homogeneização estrutural. Ao mesmo tempo, assiste-se a uma aparente reorganização dos modelos de protecção social consagrados na literatura (escandinavo, continental, anglo-saxónico e do Sul europeu). Neste estudo, foram utilizadas técnicas estatísticas diversas, incluindo a análise de clusters e a regressão.