Publicação

The view from the water: o aqueduto das águas livres: da construção aos novos paradigmas urbanos

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A “nova cidade”, muito mais complexa do ponto de vista formal, descontínua e que ocupa territórios cada vez mais extensos, é a cidade contemporânea. É a cidade distópica, a cidade polinucleada, a Metapolis de François Ascher. Face à dinâmica dos fenómenos urbanos, os quais carecem de um modelo de referência, são necessárias novas abordagens de análise e de intervenção que consigam responder às questões essenciais do desenvolvimento e do planeamento urbano das cidades contemporâneas. Nomeadamente, através de novas formas de análise que se estabeleçam sobre os valores biofísicos e paisagísticos do território mas também sobre questões mais imediatas impostas pelos novos processos a que a cidade contemporânea e o desenho da sua forma urbana se encontram expostos. Esta investigação foca-se no espaço público e nos espaços livres - que ligam e separam as áreas edificadas - para demonstrar que são estes espaços urbanos que importa analisar nas suas inúmeras vertentes, alterações de uso e de padrões morfológicos, que testemunhem as relações estabelecidas entre o território e o Aqueduto das Águas Livres. Tais transformações e relações estabelecidas, colocam o espaço público como o elo capaz de relacionar os novos paradigmas do crescimento das cidades contemporâneas não só pela sua permeabilidade aos diferentes acontecimentos e fenómenos urbanos, mas também como interveniente diretos nos mesmos. Como caso de estudo específico surge o Aqueduto das Águas Livres em Lisboa, procurando refletir sobre: (1) o papel do Aqueduto das Águas Livres, enquanto elemento dinamizador e criador do espaço público na cidade de Lisboa e na sua área metropolitana e por conseguinte, definidor de forma urbana; (2) o papel do aqueduto como importante elemento para a análise da evolução urbana da cidade de Lisboa e dos territórios metropolitanos atravessados por ele; e ainda (3) novas abordagens e métodos de análise das dinâmicas territoriais ocorridas na área metropolitana de Lisboa.
Autores principais:Silva, Andreia Bastos
Assunto:Aqueduto das Águas Livres Espaço-público Fenómenos urbanos Área Metropolitana de Lisboa Águas Livres Aqueduct Public space Urban phenomena Lisbon Metropolitan Area
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:A “nova cidade”, muito mais complexa do ponto de vista formal, descontínua e que ocupa territórios cada vez mais extensos, é a cidade contemporânea. É a cidade distópica, a cidade polinucleada, a Metapolis de François Ascher. Face à dinâmica dos fenómenos urbanos, os quais carecem de um modelo de referência, são necessárias novas abordagens de análise e de intervenção que consigam responder às questões essenciais do desenvolvimento e do planeamento urbano das cidades contemporâneas. Nomeadamente, através de novas formas de análise que se estabeleçam sobre os valores biofísicos e paisagísticos do território mas também sobre questões mais imediatas impostas pelos novos processos a que a cidade contemporânea e o desenho da sua forma urbana se encontram expostos. Esta investigação foca-se no espaço público e nos espaços livres - que ligam e separam as áreas edificadas - para demonstrar que são estes espaços urbanos que importa analisar nas suas inúmeras vertentes, alterações de uso e de padrões morfológicos, que testemunhem as relações estabelecidas entre o território e o Aqueduto das Águas Livres. Tais transformações e relações estabelecidas, colocam o espaço público como o elo capaz de relacionar os novos paradigmas do crescimento das cidades contemporâneas não só pela sua permeabilidade aos diferentes acontecimentos e fenómenos urbanos, mas também como interveniente diretos nos mesmos. Como caso de estudo específico surge o Aqueduto das Águas Livres em Lisboa, procurando refletir sobre: (1) o papel do Aqueduto das Águas Livres, enquanto elemento dinamizador e criador do espaço público na cidade de Lisboa e na sua área metropolitana e por conseguinte, definidor de forma urbana; (2) o papel do aqueduto como importante elemento para a análise da evolução urbana da cidade de Lisboa e dos territórios metropolitanos atravessados por ele; e ainda (3) novas abordagens e métodos de análise das dinâmicas territoriais ocorridas na área metropolitana de Lisboa.