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Cidade e políticas sociais de habitação: armadilhas conceptuais e metodológicas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A relevância da Habitação enquanto objecto de interesse prioritário na vida social torna-a alvo dos mais variados equacionamentos, perspectivas e iniciativas. Concretamente, a intervenção pública neste campo específico levou a que se viesse a desenvolver uma área de actividades(s), particularmente importante no interior e na extensão envolvente das nossas cidades, que podemos designar por Habitação Social. Neste artigo procuramos levantar a discussão acerca das armadilhas analíticas que resultam da forma como os discursos - político, técnico e científico - e as várias práticas e valências profissionais envolvidas na definição da melhor forma de intervenção do Estado no campo da habitação reflectem e dão expressão ao conflito de interesses dos grupos profissionais, políticos, sociais e económicos. Tentamos em dois tempos apresentar exemplos daquilo que aqui designamos por armadilhas conceptuais e de armadilhas metodológicas. Procuramos identificar as dificuldades que o sociólogo que investiga nestes domínios encontra ao lidar com as pré-noções resultantes da intensa vivência que este problema (social da habitação) implica. Sem qualquer intenção de esgotar a questão pretendemos, primeiro, através da experiência de relação com o mundo dos interventores e, seguidamente, na sequência da experiência pessoal de investigação do processo que dá origem às actuais intervenções públicas neste sector, fazer um primeiro ponto de situação desta problemática.
Autores principais:Baptista, Luís Vicente
Assunto:Cidade Políticas sociais Habitação Armadilhas conceptuais e metodológicas
Ano:2001
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:A relevância da Habitação enquanto objecto de interesse prioritário na vida social torna-a alvo dos mais variados equacionamentos, perspectivas e iniciativas. Concretamente, a intervenção pública neste campo específico levou a que se viesse a desenvolver uma área de actividades(s), particularmente importante no interior e na extensão envolvente das nossas cidades, que podemos designar por Habitação Social. Neste artigo procuramos levantar a discussão acerca das armadilhas analíticas que resultam da forma como os discursos - político, técnico e científico - e as várias práticas e valências profissionais envolvidas na definição da melhor forma de intervenção do Estado no campo da habitação reflectem e dão expressão ao conflito de interesses dos grupos profissionais, políticos, sociais e económicos. Tentamos em dois tempos apresentar exemplos daquilo que aqui designamos por armadilhas conceptuais e de armadilhas metodológicas. Procuramos identificar as dificuldades que o sociólogo que investiga nestes domínios encontra ao lidar com as pré-noções resultantes da intensa vivência que este problema (social da habitação) implica. Sem qualquer intenção de esgotar a questão pretendemos, primeiro, através da experiência de relação com o mundo dos interventores e, seguidamente, na sequência da experiência pessoal de investigação do processo que dá origem às actuais intervenções públicas neste sector, fazer um primeiro ponto de situação desta problemática.