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A eficácia das empresas de inserção na integração das pessoas com deficiência em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta tese de mestrado tem como motivação principal o interesse do autor no potencial das empresas de inserção enquanto medida de política social ativa na área do emprego, bem como na eficácia demonstrada por essas empresas na integração socioprofissional de pessoas com deficiência. Centrando-se no estudo de dois casos de empresas sociais portuguesas, a tese começa por enquadrar as iniciativas no âmbito da filosofia política que está na sua origem na Europa, abordando de seguida o modo como foram legalmente enquadradas em Portugal e a evolução que sofreram no nosso país. Este enquadramento permite situar as principais questões que se colocam hoje em dia a esta medida de política de emprego no campo específico da integração de pessoas com deficiência, analisando o caso de duas empresas geridas por instituições com larga tradição de trabalho no sector, a AFID e a CERCICA, de modo a ilustrar as respostas àquelas questões. A metodologia utilizada é, pois, de tipo qualitativo. Trata-se de uma análise intensiva de duas empresas de inserção onde trabalham pessoas com deficiência. Foram inquiridos os trabalhadores das respetivas empresas em processo de inserção, os responsáveis técnicos e os dirigentes das entidades promotoras. Do estudo pode-se concluir que as empresas de inserção têm uma filosofia de base alinhada com a lógica das políticas sociais ativas, criando oportunidades de acesso à experiência profissional por parte das pessoas com deficiência, ao desenvolvimento e aproveitamento das suas capacidades para uma participação autónoma na vida social e económica. Existem, contudo, constrangimentos que limitam este potencial que seria importante corrigir para que toda a dimensão da medida pudesse concretizar-se. Situando-se esta medida na interseção entre as políticas de emprego, de qualificação e de reabilitação, os referidos constrangimentos fazem com que a dimensão social prevaleça claramente sobre a dimensão empresarial, a qual é essencial tendo em vista a preparação das pessoas para o emprego em mercado aberto. Apesar de tudo, os beneficiários destas empresas consideram-nas uma importante oportunidade, dada a escassez de alternativas.
Autores principais:Marques, Fernando Rui de Freitas Pires
Assunto:Política social ativa Empresas de inserção Integração socioprofissional Pessoas com deficiência Active social policy Insertion companies Socioprofessional integration Handicapped people
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Esta tese de mestrado tem como motivação principal o interesse do autor no potencial das empresas de inserção enquanto medida de política social ativa na área do emprego, bem como na eficácia demonstrada por essas empresas na integração socioprofissional de pessoas com deficiência. Centrando-se no estudo de dois casos de empresas sociais portuguesas, a tese começa por enquadrar as iniciativas no âmbito da filosofia política que está na sua origem na Europa, abordando de seguida o modo como foram legalmente enquadradas em Portugal e a evolução que sofreram no nosso país. Este enquadramento permite situar as principais questões que se colocam hoje em dia a esta medida de política de emprego no campo específico da integração de pessoas com deficiência, analisando o caso de duas empresas geridas por instituições com larga tradição de trabalho no sector, a AFID e a CERCICA, de modo a ilustrar as respostas àquelas questões. A metodologia utilizada é, pois, de tipo qualitativo. Trata-se de uma análise intensiva de duas empresas de inserção onde trabalham pessoas com deficiência. Foram inquiridos os trabalhadores das respetivas empresas em processo de inserção, os responsáveis técnicos e os dirigentes das entidades promotoras. Do estudo pode-se concluir que as empresas de inserção têm uma filosofia de base alinhada com a lógica das políticas sociais ativas, criando oportunidades de acesso à experiência profissional por parte das pessoas com deficiência, ao desenvolvimento e aproveitamento das suas capacidades para uma participação autónoma na vida social e económica. Existem, contudo, constrangimentos que limitam este potencial que seria importante corrigir para que toda a dimensão da medida pudesse concretizar-se. Situando-se esta medida na interseção entre as políticas de emprego, de qualificação e de reabilitação, os referidos constrangimentos fazem com que a dimensão social prevaleça claramente sobre a dimensão empresarial, a qual é essencial tendo em vista a preparação das pessoas para o emprego em mercado aberto. Apesar de tudo, os beneficiários destas empresas consideram-nas uma importante oportunidade, dada a escassez de alternativas.