Publicação
João Menino – Comerciante ou Escravo?
| Resumo: | Referenciada nos relatos do Piloto Anónimo a presença em São Tomé de João Menino, “homem muito velho”, “negro riquíssimo”, como ele se lhe refere, esta figura tem sido apresentada, pela generalidade dos investigadores, como prova de que, a par dos europeus e dos “filhos da terra”, não teriam sido apenas os escravos negros trazidos do continente os únicos africanos a constituírem a cadeia de povoadores do arquipélago. Na mesma altura, de sua livre vontade, teriam vindo também outros africanos, aproveitar-se das oportunidades de negócio entretanto geradas na ilha, mormente pelo florescente cultivo da cana-de-açúcar. Sem pretender pôr em causa as linhas de investigação seguidas anteriormente pelos historiadores que referem a existência de João Menino, nem tão-pouco as suas conclusões que lhe atribuem a condição de comerciante, é objectivo deste trabalho, caminhando noutra direcção, levantar a hipótese de este homem poder ter sido originalmente escravo e, ao beneficiar do decreto régio de D. Manuel I, assinado em 1517, conseguir a alforria e, consequentemente, a sua liberdade. |
|---|---|
| Autores principais: | Costa, José Domingos |
| Assunto: | Piloto anónimo João Menino Miscigenação Filhos da terra Escravo Alforria Anonymous pilot Miscegenation Sons of the land Manumission |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Referenciada nos relatos do Piloto Anónimo a presença em São Tomé de João Menino, “homem muito velho”, “negro riquíssimo”, como ele se lhe refere, esta figura tem sido apresentada, pela generalidade dos investigadores, como prova de que, a par dos europeus e dos “filhos da terra”, não teriam sido apenas os escravos negros trazidos do continente os únicos africanos a constituírem a cadeia de povoadores do arquipélago. Na mesma altura, de sua livre vontade, teriam vindo também outros africanos, aproveitar-se das oportunidades de negócio entretanto geradas na ilha, mormente pelo florescente cultivo da cana-de-açúcar. Sem pretender pôr em causa as linhas de investigação seguidas anteriormente pelos historiadores que referem a existência de João Menino, nem tão-pouco as suas conclusões que lhe atribuem a condição de comerciante, é objectivo deste trabalho, caminhando noutra direcção, levantar a hipótese de este homem poder ter sido originalmente escravo e, ao beneficiar do decreto régio de D. Manuel I, assinado em 1517, conseguir a alforria e, consequentemente, a sua liberdade. |
|---|