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O FMI e os memorandos Português e Irlandês no contexto da crise económica de 2008

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A crise europeia das dívidas soberanas que assolou a Europa a partir de 2008 teve impactos profundos na economia mundial. A pertença de países como Portugal e Irlanda a uma zona monetária, a Zona Euro, teve implicações na natureza dos programas de resgate da Troika, criando a necessidade de implementar medidas alternativas à desvalorização cambial, um dos métodos-chave das intervenções anteriores do FMI. Nesta dissertação analisaremos os Memorandos de Entendimento produzidos pela Troika para Portugal e Irlanda, escrutinando as suas medidas e quais as teorias económicas nas quais elas se baseiam. Olharemos para os resultados macroeconómicos nos anos pós-Troika, comparando a implementação dos memorandos nos dois países, identificando quais as principais semelhanças e diferenças entre ambos. Este estudo permite concluir que o FMI implementou medidas de desvalorização interna nos países, através da contração dos custos do trabalho, de modo a simular os efeitos de uma desvalorização cambial, com o objetivo de aumentar a competitividade de preço e promover as exportações. Apesar dos memorandos serem bastante semelhantes relativamente às suas medidas fiscais, Portugal caracterizou-se pela implementação das medidas propostas pelo FMI no âmbito da desvalorização interna, ao passo que a Irlanda atribuiu maior centralidade a medidas fiscais com vista a incentivar o investimento externo. Estas medidas conjugadas com a menor taxa corporativa da União Europeia geraram um forte efeito positivo no investimento irlandês, capitalizando a economia, aumentando a sua competitividade e as suas exportações.
Autores principais:Antunes, Gonçalo Manuel Calado
Assunto:Portugal Irlanda FMI -- Fundo Monetário Internacional Memorandos Ireland IMF Memorandums Política económica Crise económica -- 2008 Ajuda económica -- Economic aid Ajuda internacional -- International aid
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:A crise europeia das dívidas soberanas que assolou a Europa a partir de 2008 teve impactos profundos na economia mundial. A pertença de países como Portugal e Irlanda a uma zona monetária, a Zona Euro, teve implicações na natureza dos programas de resgate da Troika, criando a necessidade de implementar medidas alternativas à desvalorização cambial, um dos métodos-chave das intervenções anteriores do FMI. Nesta dissertação analisaremos os Memorandos de Entendimento produzidos pela Troika para Portugal e Irlanda, escrutinando as suas medidas e quais as teorias económicas nas quais elas se baseiam. Olharemos para os resultados macroeconómicos nos anos pós-Troika, comparando a implementação dos memorandos nos dois países, identificando quais as principais semelhanças e diferenças entre ambos. Este estudo permite concluir que o FMI implementou medidas de desvalorização interna nos países, através da contração dos custos do trabalho, de modo a simular os efeitos de uma desvalorização cambial, com o objetivo de aumentar a competitividade de preço e promover as exportações. Apesar dos memorandos serem bastante semelhantes relativamente às suas medidas fiscais, Portugal caracterizou-se pela implementação das medidas propostas pelo FMI no âmbito da desvalorização interna, ao passo que a Irlanda atribuiu maior centralidade a medidas fiscais com vista a incentivar o investimento externo. Estas medidas conjugadas com a menor taxa corporativa da União Europeia geraram um forte efeito positivo no investimento irlandês, capitalizando a economia, aumentando a sua competitividade e as suas exportações.