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Menos um nó, menos um laço: O papel das redes sociais no trajecto de vida de mulheres assistidas, em situação de monoparentalidade

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Resumo:Este trabalho discute uma situação pouco estudada: o caso das mulheres assistidas em situação de monoparentalidade, e o papel das redes sociais nos seus trajectos de vida. A monoparentalidade é uma situação crescente na Europa, e em Portugal, heterogénea, e que afecta sobretudo mulheres. Sendo as origens sociais das famílias monoparentais diversas, este é o grupo social que mais vulnerável está a situações de pobreza e exclusão social, tanto mais se não ho uve uma preparação prévia da situação, e se se tratam de mulheres com menos recursos (económicos, educacionais, sociais). Sendo conhecida a combinação particular entre Estado, mercado e comunidade na produção de bem-estar em Portugal, partimos do princípio que o estatuto de assistidas e as condições estruturais a que estão sujeitas condicionam as vidas destas mulheres Tendo em conta as deficientes estruturas e respostas sociais existentes no nosso país, as redes informais, através da acção das famílias, amigos e vizinhos, assumem um papel preponderante na provisão de recursos. Este trabalho reconstituiu as trajectórias e histórias de vida de cinco mulheres assistidas em situação de monoparentalidade. A análise de cinco entrevistas em profundidade identificou redes sociais de reduzida dimensão, com um investimento privilegiado em laços fortes. As conclusões apontam para que estas redes proporcionam a estas mulheres o acesso a alguns sistemas sociais básicos como a educação, habitação, mercado de trabalho, cuidados com as crianças, recursos financeiros e bens de primeira necessidade.
Autores principais:Ferreira, Ricardo Martins
Assunto:Monoparentalidade Pobreza -- Poverty Exclusão social Media sociais -- Social media Lone-parent Social exclusion
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Este trabalho discute uma situação pouco estudada: o caso das mulheres assistidas em situação de monoparentalidade, e o papel das redes sociais nos seus trajectos de vida. A monoparentalidade é uma situação crescente na Europa, e em Portugal, heterogénea, e que afecta sobretudo mulheres. Sendo as origens sociais das famílias monoparentais diversas, este é o grupo social que mais vulnerável está a situações de pobreza e exclusão social, tanto mais se não ho uve uma preparação prévia da situação, e se se tratam de mulheres com menos recursos (económicos, educacionais, sociais). Sendo conhecida a combinação particular entre Estado, mercado e comunidade na produção de bem-estar em Portugal, partimos do princípio que o estatuto de assistidas e as condições estruturais a que estão sujeitas condicionam as vidas destas mulheres Tendo em conta as deficientes estruturas e respostas sociais existentes no nosso país, as redes informais, através da acção das famílias, amigos e vizinhos, assumem um papel preponderante na provisão de recursos. Este trabalho reconstituiu as trajectórias e histórias de vida de cinco mulheres assistidas em situação de monoparentalidade. A análise de cinco entrevistas em profundidade identificou redes sociais de reduzida dimensão, com um investimento privilegiado em laços fortes. As conclusões apontam para que estas redes proporcionam a estas mulheres o acesso a alguns sistemas sociais básicos como a educação, habitação, mercado de trabalho, cuidados com as crianças, recursos financeiros e bens de primeira necessidade.