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Com que letras te escreves. A vida profissional de um casal das artes gráficas: narrativa biográfica de Maria Laura Martins Lemos Araújo e Florêncio Cardoso de Araújo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação de mestrado insere-se na área temática da antropologia das profissões e da antropologia das artes, tendo como objetivo de investigação os meios oficinais tipográficos, através da narrativa biográfica de Florêncio Cardoso de Araújo e de Maria Laura Martins Lemos Araújo. Os períodos de trabalho do casal verificaram-se entre as décadas de 50 a 80 do século XX, terminado as suas carreiras entre 1988 e 1989. Estes períodos são o auge das mudanças tecnológicas. As últimas décadas são décadas onde os manifestos de resistência a mudança laboral e tecnológica são mais intensos. Em 1982 com a Diretiva de Conselho da União Europeia que proibia a exploração de ligas metálicas com chumbo, a maioria das tipografias foram obrigadas a fechar, por não conseguir alterar as ferramentas de trabalho. As que conseguiam adquirir novas ferramentas compravam monotypes e linotypes muitas delas em segunda mão, o que poderia representar um avanço da tecnologia era na verdade o expoente máximo da decadência da indústria. Em paralelo cresciam as gráficas, equipadas com tecnologia de ponta e que empregavam os tipógrafos mais afetos às novas tecnologia. É nesta altura que surgem diversas dicotomias na indústria gráfica como o ser artesão e o ser artista, o trabalho mecânico e o trabalho digital, a arte negra e a arte limpa. É na discussão destas dicotomias que vamos encontrar a definição do que é ser tipógrafo e do que é ser gráfico
Autores principais:Marques, Rute Sofia Araújo
Assunto:Indústria tipográfica Mudança técnica Saber técnico Narrativa biográfica Printing industry Technical changes Technical knowledge Life story
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Esta dissertação de mestrado insere-se na área temática da antropologia das profissões e da antropologia das artes, tendo como objetivo de investigação os meios oficinais tipográficos, através da narrativa biográfica de Florêncio Cardoso de Araújo e de Maria Laura Martins Lemos Araújo. Os períodos de trabalho do casal verificaram-se entre as décadas de 50 a 80 do século XX, terminado as suas carreiras entre 1988 e 1989. Estes períodos são o auge das mudanças tecnológicas. As últimas décadas são décadas onde os manifestos de resistência a mudança laboral e tecnológica são mais intensos. Em 1982 com a Diretiva de Conselho da União Europeia que proibia a exploração de ligas metálicas com chumbo, a maioria das tipografias foram obrigadas a fechar, por não conseguir alterar as ferramentas de trabalho. As que conseguiam adquirir novas ferramentas compravam monotypes e linotypes muitas delas em segunda mão, o que poderia representar um avanço da tecnologia era na verdade o expoente máximo da decadência da indústria. Em paralelo cresciam as gráficas, equipadas com tecnologia de ponta e que empregavam os tipógrafos mais afetos às novas tecnologia. É nesta altura que surgem diversas dicotomias na indústria gráfica como o ser artesão e o ser artista, o trabalho mecânico e o trabalho digital, a arte negra e a arte limpa. É na discussão destas dicotomias que vamos encontrar a definição do que é ser tipógrafo e do que é ser gráfico