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O impacto do endividamento das famílias no crescimento económico em Portugal

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Resumo:Os interesses desta investigação passam por, essencialmente, clarificar e compreender melhor como o crescimento económico em Portugal é influenciado pelo endividamento das famílias, uma vez que, poderá existir uma forte ligação entre ambos, como comprovado em algumas investigações realizadas por diversos académicos. Esta ligação poderá existir porque o crescimento económico é influenciado por inúmeros fatores, nomeadamente o endividamento das famílias, na medida em que o aumento da dívida em âmbito familiar faz aumentar o consumo. Além disso, acredita-se que, em períodos de maior expansão económica, as famílias sentem-se mais confiantes em relação ao futuro, e assim, estão mais propensas a assumir dívidas, o que, consequentemente, estimula o consumo. No entanto, quando há recessão económica, considera-se que o endividamento das famílias é preocupante, pois poderá resultar num eventual incumprimento resultante da perda de emprego, diminuição do rendimento disponível e desvalorização das suas casas. O endividamento também poderá influenciar o investimento e a poupança, sobretudo num contexto de sobre-endividamento, porque evitam-se novos investimentos, afetando assim o crescimento económico, nomeadamente a longo prazo. Acredita-se também que ao investigar esta questão será mais fácil analisar todas as condicionantes da variação do crescimento económico português, tendo por base uma das variáveis dependentes do próprio. Tencionamos perceber quais são as consequências económicas e sociais do crescimento económico face ao endividamento das famílias portuguesas e a sua relevância em aspetos tanto macroeconómicos como microeconómicos. Por fim, expectamos poder auxiliar os intervenientes e interessados neste ramo, visto que, com os resultados desta investigação, haverá possibilidade de prevenir, solucionar e até combater as possíveis consequências negativas deste cenário. Os nossos resultados mostram que parece existir uma relação estatisticamente significativa e positiva entre o endividamento das famílias e o crescimento económico português.
Autores principais:Marques, Juliana Maggessi
Assunto:PIB Produto Interno Bruto -- GDP Gross Domestic Product Endividamento Família Crescimento económico -- Economic growth Portugal Indebtedness households
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Os interesses desta investigação passam por, essencialmente, clarificar e compreender melhor como o crescimento económico em Portugal é influenciado pelo endividamento das famílias, uma vez que, poderá existir uma forte ligação entre ambos, como comprovado em algumas investigações realizadas por diversos académicos. Esta ligação poderá existir porque o crescimento económico é influenciado por inúmeros fatores, nomeadamente o endividamento das famílias, na medida em que o aumento da dívida em âmbito familiar faz aumentar o consumo. Além disso, acredita-se que, em períodos de maior expansão económica, as famílias sentem-se mais confiantes em relação ao futuro, e assim, estão mais propensas a assumir dívidas, o que, consequentemente, estimula o consumo. No entanto, quando há recessão económica, considera-se que o endividamento das famílias é preocupante, pois poderá resultar num eventual incumprimento resultante da perda de emprego, diminuição do rendimento disponível e desvalorização das suas casas. O endividamento também poderá influenciar o investimento e a poupança, sobretudo num contexto de sobre-endividamento, porque evitam-se novos investimentos, afetando assim o crescimento económico, nomeadamente a longo prazo. Acredita-se também que ao investigar esta questão será mais fácil analisar todas as condicionantes da variação do crescimento económico português, tendo por base uma das variáveis dependentes do próprio. Tencionamos perceber quais são as consequências económicas e sociais do crescimento económico face ao endividamento das famílias portuguesas e a sua relevância em aspetos tanto macroeconómicos como microeconómicos. Por fim, expectamos poder auxiliar os intervenientes e interessados neste ramo, visto que, com os resultados desta investigação, haverá possibilidade de prevenir, solucionar e até combater as possíveis consequências negativas deste cenário. Os nossos resultados mostram que parece existir uma relação estatisticamente significativa e positiva entre o endividamento das famílias e o crescimento económico português.