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Os homens não são iguais e todas as mulheres não são iguais: representações dos jovens sobre sexualidade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os resultados de diversas pesquisas apontam para as profundas transformações que têm vindo a ocorrer, desde os anos 60, do século XX, no que diz respeito à família, ao género e à sexualidade, como a democratização da vida íntima, a uma pluralização da vida familiar ou o reconhecimento da diversidade sexual. Entre as várias mudanças que se deram no domínio da sexualidade encontramos a aproximação das trajectórias e atitudes sexuais de homens e mulheres. Actualmente, as mulheres vivem a sua sexualidade de forma mais liberta e aberta a novas possibilidades. No entanto, as diversas mudanças não são iguais em todo o mundo, não sendo acessíveis a todas as pessoas. As transformações das relações sociais que dizem respeito à sexualidade são menos radicais do que geralmente se acredita. Ao nível da sexualidade, coexiste um discurso moderno igualitário em relação às mulheres com o tradicionalismo patente nas questões do controlo da sexualidade feminina. Neste paper iremos apresentar alguns resultados de uma pesquisa em curso sobre as trajectórias sexuais dos jovens adultos para a conjugalidade e para a parentalidade. Os dados foram obtidos através de entrevistas biográficas, realizadas em Leiria, a 20 jovens entre os 18 e os 29 anos, pertencentes a diferentes meios sociais. Pretendemos focar a análise nas práticas e representações dos jovens sobre a sexualidade. Procuramos responder a algumas questões centrais: qual o significado que a sexualidade têm para estes jovens? Será que rapazes e raparigas têm a mesma possibilidade de viver a sexualidade? Será que permanece ainda a existência do duplo padrão sexual?
Autores principais:Marques, Ana Cristina
Assunto:Género Sexualidade Juventude Gender Sexuality Youth
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:working paper
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Os resultados de diversas pesquisas apontam para as profundas transformações que têm vindo a ocorrer, desde os anos 60, do século XX, no que diz respeito à família, ao género e à sexualidade, como a democratização da vida íntima, a uma pluralização da vida familiar ou o reconhecimento da diversidade sexual. Entre as várias mudanças que se deram no domínio da sexualidade encontramos a aproximação das trajectórias e atitudes sexuais de homens e mulheres. Actualmente, as mulheres vivem a sua sexualidade de forma mais liberta e aberta a novas possibilidades. No entanto, as diversas mudanças não são iguais em todo o mundo, não sendo acessíveis a todas as pessoas. As transformações das relações sociais que dizem respeito à sexualidade são menos radicais do que geralmente se acredita. Ao nível da sexualidade, coexiste um discurso moderno igualitário em relação às mulheres com o tradicionalismo patente nas questões do controlo da sexualidade feminina. Neste paper iremos apresentar alguns resultados de uma pesquisa em curso sobre as trajectórias sexuais dos jovens adultos para a conjugalidade e para a parentalidade. Os dados foram obtidos através de entrevistas biográficas, realizadas em Leiria, a 20 jovens entre os 18 e os 29 anos, pertencentes a diferentes meios sociais. Pretendemos focar a análise nas práticas e representações dos jovens sobre a sexualidade. Procuramos responder a algumas questões centrais: qual o significado que a sexualidade têm para estes jovens? Será que rapazes e raparigas têm a mesma possibilidade de viver a sexualidade? Será que permanece ainda a existência do duplo padrão sexual?