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Idadismo nas crianças: o que dizem os desenhos das crianças?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O envelhecimento demográfico apresenta-se como um problema a nível mundial, um fenómeno o qual parece irreversível e que acarreta desafios para as quais se torna necessário encontrar respostas eficazes. Neste sentido, implica desenvolver políticas que visam combater comportamentos estereotipados e discriminatórios sobre a velhice. A diminuição da taxa de natalidade e a esperança média de vida dos indivíduos tem contribuído de certa forma para uma acentuada tendência do envelhecimento. Daqui resulta o idadismo, vista como uma forma de discriminação socialmente aceite e que tem consequências penosas na saúde mental e no bem-estar das pessoas idosas, sendo que os estudos mostram que até as crianças partilham este tipo de crenças negativas. Para a realização desta dissertação foi adotada uma metodologia de natureza qualitativa de caracter descritivo e exploratório, tendo sido utilizada a análise de conteúdo enquanto técnica de análise de dados. Assim, pretendeu-se perceber as atitudes das crianças com base nas análises dos seus desenhos de pessoas jovens e idosas numa amostra de 50 crianças entre os 6 e os 10 anos. Utilizou-se o Desenho da Figura Humana (DFH) e a entrevista semiestruturada para a recolha de dados. A análise dos resultados obtidos a partir de análise de conteúdo permitiu verificar consenso na forma como as crianças de 1º e 4º ano representam as pessoas jovens e idosas. De um modo geral, os desenhos reportam pessoas felizes e ativas. No entanto, as pessoas idosas tendem a surgir mais associadas a problemas de saúde e de locomoção revelando a existência de uma representação das pessoas idosas como mais incapacitadas em termos físicos. Estes resultados são discutidos à luz das teorias sobre o idadismo nas crianças.
Autores principais:Vaz, Ariana Eunice Barros
Assunto:Psicologia social Psicologia cognitiva Idadismo Criança Desenho Representações sociais Atitude Ageism Drawing Social representation Children
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:O envelhecimento demográfico apresenta-se como um problema a nível mundial, um fenómeno o qual parece irreversível e que acarreta desafios para as quais se torna necessário encontrar respostas eficazes. Neste sentido, implica desenvolver políticas que visam combater comportamentos estereotipados e discriminatórios sobre a velhice. A diminuição da taxa de natalidade e a esperança média de vida dos indivíduos tem contribuído de certa forma para uma acentuada tendência do envelhecimento. Daqui resulta o idadismo, vista como uma forma de discriminação socialmente aceite e que tem consequências penosas na saúde mental e no bem-estar das pessoas idosas, sendo que os estudos mostram que até as crianças partilham este tipo de crenças negativas. Para a realização desta dissertação foi adotada uma metodologia de natureza qualitativa de caracter descritivo e exploratório, tendo sido utilizada a análise de conteúdo enquanto técnica de análise de dados. Assim, pretendeu-se perceber as atitudes das crianças com base nas análises dos seus desenhos de pessoas jovens e idosas numa amostra de 50 crianças entre os 6 e os 10 anos. Utilizou-se o Desenho da Figura Humana (DFH) e a entrevista semiestruturada para a recolha de dados. A análise dos resultados obtidos a partir de análise de conteúdo permitiu verificar consenso na forma como as crianças de 1º e 4º ano representam as pessoas jovens e idosas. De um modo geral, os desenhos reportam pessoas felizes e ativas. No entanto, as pessoas idosas tendem a surgir mais associadas a problemas de saúde e de locomoção revelando a existência de uma representação das pessoas idosas como mais incapacitadas em termos físicos. Estes resultados são discutidos à luz das teorias sobre o idadismo nas crianças.