Publicação
Modernidade(s) pela mão da tradição: Reinvenção construtiva: Álvaro Machado e Álvaro Siza
| Resumo: | Os processos de reinvenção construtiva que analisámos na obra de Álvaro Machado e de Álvaro Siza, conduziram um método eclético, que tirou partido dos factos construtivos da tradição arquitetónica. A relação que estabelecemos entre modernidade e tradição, nasceu de um nexo culturalista que Pedro Vieira de Almeida construiu, em torno de valores abstratos, para alicerçar uma relação de continuidade cultural, entre o neorromânico de 1900, e obras produzidas por arquitetos portugueses, no último quartel do século XX. A dissecação desse nexo, além de revelar a busca por uma estrutura identitária, na arquitetura moderna portuguesa, estabeleceu as bases para a fundamentação de uma relação de continuidade, entre a(s) modernidade(s) de Álvaro Machado e de Álvaro Siza. A natureza concreta do novo nexo que construímos, apoiou-se nas ligações culturais que observamos na estrutura, nos materiais, e na unidade expressivo-construtiva que patenteou o sistema construtivo das obras desses dois arquitetos. A importância da componente construtiva da arquitetura, é alicerçada, ao longo da investigação, por uma revisão historiográfica. A matriz vitruviana que a dirigiu, revelou pouco interesse pelo sistema construtivo, por parte das análises históricas que se debruçaram sobre os processos que desencadearam propostas de modernidade. A dissecação a que submetemos os estudos de caso, permitiu demonstrar que a reinvenção construtiva, enquanto operação tradicionalizadora, contribuiu para o advento de modernidade(s), cuja estruturação, teve por base, uma conciliação entre inovação e tradição. O potencial modernizante da tradição, é revelado, no contexto da arquitetura portuguesa do século XX, pela desconstrução a que submetemos as narrativas históricas canónicas, e pelo olhar radiográfico, com que observamos o sistema construtivo de obras culturalmente enraizadas. |
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| Autores principais: | Magalhães, Nuno José Almeida |
| Assunto: | Álvaro Siza Álvaro Machado Modernidade e tradição Arquitetura portuguesa Sistema construtivo Modernity and tradition Construction system |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Os processos de reinvenção construtiva que analisámos na obra de Álvaro Machado e de Álvaro Siza, conduziram um método eclético, que tirou partido dos factos construtivos da tradição arquitetónica. A relação que estabelecemos entre modernidade e tradição, nasceu de um nexo culturalista que Pedro Vieira de Almeida construiu, em torno de valores abstratos, para alicerçar uma relação de continuidade cultural, entre o neorromânico de 1900, e obras produzidas por arquitetos portugueses, no último quartel do século XX. A dissecação desse nexo, além de revelar a busca por uma estrutura identitária, na arquitetura moderna portuguesa, estabeleceu as bases para a fundamentação de uma relação de continuidade, entre a(s) modernidade(s) de Álvaro Machado e de Álvaro Siza. A natureza concreta do novo nexo que construímos, apoiou-se nas ligações culturais que observamos na estrutura, nos materiais, e na unidade expressivo-construtiva que patenteou o sistema construtivo das obras desses dois arquitetos. A importância da componente construtiva da arquitetura, é alicerçada, ao longo da investigação, por uma revisão historiográfica. A matriz vitruviana que a dirigiu, revelou pouco interesse pelo sistema construtivo, por parte das análises históricas que se debruçaram sobre os processos que desencadearam propostas de modernidade. A dissecação a que submetemos os estudos de caso, permitiu demonstrar que a reinvenção construtiva, enquanto operação tradicionalizadora, contribuiu para o advento de modernidade(s), cuja estruturação, teve por base, uma conciliação entre inovação e tradição. O potencial modernizante da tradição, é revelado, no contexto da arquitetura portuguesa do século XX, pela desconstrução a que submetemos as narrativas históricas canónicas, e pelo olhar radiográfico, com que observamos o sistema construtivo de obras culturalmente enraizadas. |
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