Publicação
O impacto do investimento direto estrangeiro no crescimento económico de Moçambique
| Resumo: | A economia moçambicana tem crescido significativamente na última década e um dos fatores determinantes desse crescimento é o investimento direto estrangeiro (IDE). Esta dissertação analisa o impacto do investimento direto estrangeiro no contributo do crescimento sustentável da economia moçambicana no período de 1980 até 2014. Este estudo inicia-se com uma revisão da literatura de forma a perceber qual o efeito do IDE sobre a economia recetora. Entende-se que o IDE atua no curto prazo via aumento do fluxo financeiro e no longo prazo via externalidades. Em seguida analisa-se o mercado moçambicano, explicando que os investimentos estrangeiros são atraídos principalmente pelos recursos naturais existentes. Na análise estatística estudam-se as séries, Produto Interno Bruto (PIB) e o Investimento Direto Estrangeiro (IDE), analisa-se a volatilidade, a covariância e a correlação. Na análise econométrica, testa-se a existência de raiz unitária com os seguintes testes: Augmented Dickey-Fuller (ADF), Phillips Perron (PP), Elliot Rothenberg Stock (ERS) e Kwitkowski Phillips Schmidt Shin (KPSS). Desta análise conclui-se que as variáveis são não estacionárias e integradas de ordem um, I(1). Ao analisar a relação de cointegração entre o PIB e o IDE através do teste de Johansen e de Engle-Granger, conclui-se a existência de uma relação de cointegração. Em seguida elabora-se o modelo Vetor Autorregressivo (VAR), procedendo-se à escolha do desfasamento ótimo segundo os critérios de Schwarz (SC), Akaike (AIC), Hannan-Quin (HQ) e teste estatístico Likelihood-Ratio (LR). No teste de causalidade à Granger (CG), verifica-se que o IDE causa à Granger o PIB mas o contrário não se verifica. A partir das funções impulso resposta (FIR), percebe-se que o IDE tem impacto positivo de longo prazo no PIB. Através da decomposição da variância do sistema observa-se que os valores do PIB permitem uma boa estimativa do IDE. Conclui-se que o IDE tem impacto positivo no crescimento económico de moçambique, mas que o crescimento sustentável do PIB não depende somente do IDE. |
|---|---|
| Autores principais: | Morgado, Marlene Tavares |
| Assunto: | Crescimento económico Investimento direto estrangeiro PIB Produto Interno Bruto Modelo VAR Moçambique Economic growth Foreign direct investment (FDI) Gross Domestic Product (GDP) VAR Model Mozambique |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | A economia moçambicana tem crescido significativamente na última década e um dos fatores determinantes desse crescimento é o investimento direto estrangeiro (IDE). Esta dissertação analisa o impacto do investimento direto estrangeiro no contributo do crescimento sustentável da economia moçambicana no período de 1980 até 2014. Este estudo inicia-se com uma revisão da literatura de forma a perceber qual o efeito do IDE sobre a economia recetora. Entende-se que o IDE atua no curto prazo via aumento do fluxo financeiro e no longo prazo via externalidades. Em seguida analisa-se o mercado moçambicano, explicando que os investimentos estrangeiros são atraídos principalmente pelos recursos naturais existentes. Na análise estatística estudam-se as séries, Produto Interno Bruto (PIB) e o Investimento Direto Estrangeiro (IDE), analisa-se a volatilidade, a covariância e a correlação. Na análise econométrica, testa-se a existência de raiz unitária com os seguintes testes: Augmented Dickey-Fuller (ADF), Phillips Perron (PP), Elliot Rothenberg Stock (ERS) e Kwitkowski Phillips Schmidt Shin (KPSS). Desta análise conclui-se que as variáveis são não estacionárias e integradas de ordem um, I(1). Ao analisar a relação de cointegração entre o PIB e o IDE através do teste de Johansen e de Engle-Granger, conclui-se a existência de uma relação de cointegração. Em seguida elabora-se o modelo Vetor Autorregressivo (VAR), procedendo-se à escolha do desfasamento ótimo segundo os critérios de Schwarz (SC), Akaike (AIC), Hannan-Quin (HQ) e teste estatístico Likelihood-Ratio (LR). No teste de causalidade à Granger (CG), verifica-se que o IDE causa à Granger o PIB mas o contrário não se verifica. A partir das funções impulso resposta (FIR), percebe-se que o IDE tem impacto positivo de longo prazo no PIB. Através da decomposição da variância do sistema observa-se que os valores do PIB permitem uma boa estimativa do IDE. Conclui-se que o IDE tem impacto positivo no crescimento económico de moçambique, mas que o crescimento sustentável do PIB não depende somente do IDE. |
|---|