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Contágio da crise da dívida soberana na área do euro no período de 2007 a 2013: os casos de Portugal, Grécia e Irlanda

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Resumo:Este estudo analisa o co-movimento entre o mercado obrigacionista português e o mercado obrigacionista grego, irlandês e alemão, após o início da crise do subprime (2007 a 2013). Pretende-se com este trabalho perceber se existiram evidências de contágio entre o mercado obrigacionista português e o mercado obrigacionista grego e irlandês e se existiram fluxos de capitais do mercado obrigacionista português e grego para o mercado obrigacionista da Alemanha (fuga para a qualidade), nos períodos de crise identificados (desde o início da crise do subprime até ao 1º trimestre de 2013). O estudo permite também averiguar se existe um decoupling entre o mercado obrigacionista de Portugal e da Grécia e uma aproximação dos mercados obrigacionistas de Portugal e Irlanda, como tem vindo a ser percecionado pelos investidores. A análise é realizada através da estimação de modelos econométricos DCC-IGARCH, utilizando dados diários dos yields das OT com maturidade a 10 anos do mercado obrigacionista de Portugal, Grécia, Irlanda e Alemanha. Os resultados obtidos sugerem a existência de contágio entre o mercado obrigacionista grego e português na maior parte das crises identificadas. A análise da evolução da correlação entre os mercados obrigacionistas, no final do período em estudo, indicia a não existência de decoupling entre os yields de Portugal e da Grécia e um afastamento entre os yields de Portugal e Irlanda. São evidentes, na maior parte das crises identificadas (inclusive nas verificadas em 2012 e 2013), fluxos de fuga para a qualidade do mercado obrigacionista português e grego para o alemão. Palavras-chave: contágio; fuga para a qualidade; crise da dívida soberana da área do euro; .
Autores principais:Pereira, Inês de Jesus Prates
Assunto:Modelo DCC-GARCH Contágio Fuga para a qualidade Crise da dívida soberana da área do euro Financial contagion Flight-to-quality Euro sovereign debt crisis DCC-GARCH model
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Este estudo analisa o co-movimento entre o mercado obrigacionista português e o mercado obrigacionista grego, irlandês e alemão, após o início da crise do subprime (2007 a 2013). Pretende-se com este trabalho perceber se existiram evidências de contágio entre o mercado obrigacionista português e o mercado obrigacionista grego e irlandês e se existiram fluxos de capitais do mercado obrigacionista português e grego para o mercado obrigacionista da Alemanha (fuga para a qualidade), nos períodos de crise identificados (desde o início da crise do subprime até ao 1º trimestre de 2013). O estudo permite também averiguar se existe um decoupling entre o mercado obrigacionista de Portugal e da Grécia e uma aproximação dos mercados obrigacionistas de Portugal e Irlanda, como tem vindo a ser percecionado pelos investidores. A análise é realizada através da estimação de modelos econométricos DCC-IGARCH, utilizando dados diários dos yields das OT com maturidade a 10 anos do mercado obrigacionista de Portugal, Grécia, Irlanda e Alemanha. Os resultados obtidos sugerem a existência de contágio entre o mercado obrigacionista grego e português na maior parte das crises identificadas. A análise da evolução da correlação entre os mercados obrigacionistas, no final do período em estudo, indicia a não existência de decoupling entre os yields de Portugal e da Grécia e um afastamento entre os yields de Portugal e Irlanda. São evidentes, na maior parte das crises identificadas (inclusive nas verificadas em 2012 e 2013), fluxos de fuga para a qualidade do mercado obrigacionista português e grego para o alemão. Palavras-chave: contágio; fuga para a qualidade; crise da dívida soberana da área do euro; .