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Antifragilidade: como a adoção de redes multi-níveis pode beneficiar as organizações
| Resumo: | Este trabalho tem o intuito de investigar a Antifragilidade de instituições financeiras. O nosso foco é vislumbrar a relação existente entre medidas de rede destas organizações e o seu grau de Antifragilidade. Para tal, teorias e ideias ligadas à complexidade são utilizadas, dando destaque às inter-relações existentes entre as instituições e às possíveis consequências provenientes desta rede de ligações. No que tange à gestão de riscos, o uso de modelos mais tradicionais já não é adequado para a análise dos cenários atuais. Modelos mais amplos e menos rígidos, que abordam a complexidade presente e as suas incertezas e constantes mudanças, ascenderam, tornando-se hoje necessários para uma análise eficiente de cenários. Nessa vertente, utilizamos na nossa investigação conceitos e teorias atreladas à complexidade, o que nos permite uma visão mais abrangente e coerente com a realidade dos elementos estudados. Uma profunda revisão bibliográfica foi realizada, a fim de abordarmos importantes conceitos para o nosso trabalho, tais como a Complexidade e seus sistemas, a Antifragilidade e a Resiliência, as Redes e respetivas medidas de centralidade, a Gestão de Risco e sua evolução, bem como o Mercado Financeiro e seus agentes. Através da exposição e análise de diferentes estudos, procuramos deixar mais claro o que é a Antifragilidade. Além disso, o uso da Teoria de Redes para o esboço e análise da nossa rede interbancária, juntamente com a criação de um modelo de mensuração da Antifragilidade dos agentes, compõe o arsenal que utilizamos na nossa tentativa de comprovar que o grau de interação de uma instituição está diretamente relacionado ao seu grau de antifragilidade. Entre os principais resultados e conclusões provenientes do nosso trabalho, podemos destacar: o vislumbre da Antifragilidade como um estágio aprimorado (e atual) da resiliência; a existência de uma densa rede de relações entre as instituições financeiras analisadas, pautadas pela existência de fundos mútuos e empresas acionistas em comum; a grande variedade de elementos que influenciam o grau de Antifragilidade das organizações e a limitação da sua mensuração face à ainda precária disponibilização de dados; e, finalmente, a existência de uma relação direta entre o grau de interligação das instituições e o seu grau de Antifragilidade. Importa ressaltar que esta tese é o resultado de um processo multidisciplinar em que mesclo a minha experiência profissional junto do Banco do Brasil S/A, a minha vivência como pesquisadora junto do RICS (Robotics and Industrial Complex Systems), e os conhecimentos por mim adquiridos, entre pós-graduações, mestrado e doutoramento, na área de finanças, gestão de risco e complexidade. Por fim, espero que os resultados deste estudo sejam úteis à minha e a outras equipas e instituições, e que possam contribuir no trabalho de outros pesquisadores e profissionais. |
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| Autores principais: | Passos, Danielle Sandler dos |
| Assunto: | Antifragilidade Complexidade Resiliência Gestão do risco Antifragility Complexity Resilience Risk Management |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Este trabalho tem o intuito de investigar a Antifragilidade de instituições financeiras. O nosso foco é vislumbrar a relação existente entre medidas de rede destas organizações e o seu grau de Antifragilidade. Para tal, teorias e ideias ligadas à complexidade são utilizadas, dando destaque às inter-relações existentes entre as instituições e às possíveis consequências provenientes desta rede de ligações. No que tange à gestão de riscos, o uso de modelos mais tradicionais já não é adequado para a análise dos cenários atuais. Modelos mais amplos e menos rígidos, que abordam a complexidade presente e as suas incertezas e constantes mudanças, ascenderam, tornando-se hoje necessários para uma análise eficiente de cenários. Nessa vertente, utilizamos na nossa investigação conceitos e teorias atreladas à complexidade, o que nos permite uma visão mais abrangente e coerente com a realidade dos elementos estudados. Uma profunda revisão bibliográfica foi realizada, a fim de abordarmos importantes conceitos para o nosso trabalho, tais como a Complexidade e seus sistemas, a Antifragilidade e a Resiliência, as Redes e respetivas medidas de centralidade, a Gestão de Risco e sua evolução, bem como o Mercado Financeiro e seus agentes. Através da exposição e análise de diferentes estudos, procuramos deixar mais claro o que é a Antifragilidade. Além disso, o uso da Teoria de Redes para o esboço e análise da nossa rede interbancária, juntamente com a criação de um modelo de mensuração da Antifragilidade dos agentes, compõe o arsenal que utilizamos na nossa tentativa de comprovar que o grau de interação de uma instituição está diretamente relacionado ao seu grau de antifragilidade. Entre os principais resultados e conclusões provenientes do nosso trabalho, podemos destacar: o vislumbre da Antifragilidade como um estágio aprimorado (e atual) da resiliência; a existência de uma densa rede de relações entre as instituições financeiras analisadas, pautadas pela existência de fundos mútuos e empresas acionistas em comum; a grande variedade de elementos que influenciam o grau de Antifragilidade das organizações e a limitação da sua mensuração face à ainda precária disponibilização de dados; e, finalmente, a existência de uma relação direta entre o grau de interligação das instituições e o seu grau de Antifragilidade. Importa ressaltar que esta tese é o resultado de um processo multidisciplinar em que mesclo a minha experiência profissional junto do Banco do Brasil S/A, a minha vivência como pesquisadora junto do RICS (Robotics and Industrial Complex Systems), e os conhecimentos por mim adquiridos, entre pós-graduações, mestrado e doutoramento, na área de finanças, gestão de risco e complexidade. Por fim, espero que os resultados deste estudo sejam úteis à minha e a outras equipas e instituições, e que possam contribuir no trabalho de outros pesquisadores e profissionais. |
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