Publicação
Moral na história: O papel do contexto, autoconsciência e identidade moral na tomada de decisão ética
| Resumo: | Nas organizações, assim como noutros domínios da vida, as pessoas tomam decisões que envolvem questões eticamente dúbias. Assim, compreender o que determina o comportamento ético torna-se crucial para reduzir ações imorais. Blasi apresentou o primeiro modelo da identidade moral, denominado “Modelo de Traços”. No entanto, uma das grandes dificuldades é sustentar o comportamento como resultado do self, isto é, a existência de traços mais ou menos salientes não determina por si só o comportamento. Por outro lado, os comportamentos (anti)éticos resultam da interação entre fatores contextuais e individuais. A autoconsciência, como característica individual, intensifica qualquer afeto ou padrão pessoal atualmente saliente para o indivíduo, mas não sabemos se intensifica o comportamento ético. Este trabalho é composto por dois estudos empíricos, com o intuito de aprofundar este tema, isto é, o impacto de diferentes contextos e da autoconsciência na intenção de comportamento ético e perceber se este é independente da identidade moral do indivíduo. Além disso, pretendeu-se ainda verificar se há diferenças com a idade. No primeiro estudo analisouse a influência do contexto, com a apresentação de dois cenários, um individual e outro organizacional aos participantes. No segundo estudo, foi estudada a autoconsciência ao responderem a vários cenários eticamente dúbios. Os resultados obtidos não permitiram apoiar as hipóteses definidas, contudo contribuem para as teorias discutidas e manter a investigação acerca do papel do contexto na tomada de decisão ética e como as situações são percecionados pelo indivíduo. São ainda discutidas limitações e sugestões para estudos futuros. |
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| Autores principais: | Nunes, Ana Carina Martins |
| Assunto: | Identidade moral Autoconsciência Contexto Tomada de decisão ética Moral identity Self-awareness Context Ethical decision making |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Nas organizações, assim como noutros domínios da vida, as pessoas tomam decisões que envolvem questões eticamente dúbias. Assim, compreender o que determina o comportamento ético torna-se crucial para reduzir ações imorais. Blasi apresentou o primeiro modelo da identidade moral, denominado “Modelo de Traços”. No entanto, uma das grandes dificuldades é sustentar o comportamento como resultado do self, isto é, a existência de traços mais ou menos salientes não determina por si só o comportamento. Por outro lado, os comportamentos (anti)éticos resultam da interação entre fatores contextuais e individuais. A autoconsciência, como característica individual, intensifica qualquer afeto ou padrão pessoal atualmente saliente para o indivíduo, mas não sabemos se intensifica o comportamento ético. Este trabalho é composto por dois estudos empíricos, com o intuito de aprofundar este tema, isto é, o impacto de diferentes contextos e da autoconsciência na intenção de comportamento ético e perceber se este é independente da identidade moral do indivíduo. Além disso, pretendeu-se ainda verificar se há diferenças com a idade. No primeiro estudo analisouse a influência do contexto, com a apresentação de dois cenários, um individual e outro organizacional aos participantes. No segundo estudo, foi estudada a autoconsciência ao responderem a vários cenários eticamente dúbios. Os resultados obtidos não permitiram apoiar as hipóteses definidas, contudo contribuem para as teorias discutidas e manter a investigação acerca do papel do contexto na tomada de decisão ética e como as situações são percecionados pelo indivíduo. São ainda discutidas limitações e sugestões para estudos futuros. |
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