Publicação

Regulamentando precariedades: Uma análise sócio-jurídica das modalidades de contrato de trabalho em Portugal

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Utilizando-se da metodologia qualitativa e recorrendo-se à análise documental, esta disssertação demonstrou de que forma as modalidades de trabalho atípicas, previstas no Código do Trabalho de Portugal (Lei n.º 7/2009, de 12.02, e alterações da Lei n.º 93/2019, de 04.09), são capazes de projetar o mais-valor à classe capitalista, e em consequência desvalorizar a classe trabalhadora. O modo de produção capitalista possui no trabalho humano, nomeadamente na força de trabalho, a forma de sua valorização. Neste sentido, o Direito do Trabalho e, em especial a figura do contrato de trabalho, são não somente necessários à manutençao do capital, como possuem funções ideológicas que juridificam a subordinação de uma classe à outra. Desde a sua origem, o capitalismo vem em contínua reestruturação a fim de refrear a tendencial queda de lucro. Dentre as contratendências utilizadas pelo capital, está o aumento da exploração do trabalho e o rebaixamento salarial. Considerando a centralidade do contrato de trabalho neste modo de produção, percebe-se que é a partir desta figura jurídica que o capital utiliza-se para, em reorganizando os tempos laborais, aumentar a quantidade de trabalho ofertada sem o correspondente aumento dos custos.
Autores principais:Rosa, Luísa Freitas Rael da
Assunto:Contrato de trabalho -- Employment agreement Precariedade contratual Tempo de trabalho Mais-valor Exploração Precarious contract Timework Surplus-value Exploiting
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Utilizando-se da metodologia qualitativa e recorrendo-se à análise documental, esta disssertação demonstrou de que forma as modalidades de trabalho atípicas, previstas no Código do Trabalho de Portugal (Lei n.º 7/2009, de 12.02, e alterações da Lei n.º 93/2019, de 04.09), são capazes de projetar o mais-valor à classe capitalista, e em consequência desvalorizar a classe trabalhadora. O modo de produção capitalista possui no trabalho humano, nomeadamente na força de trabalho, a forma de sua valorização. Neste sentido, o Direito do Trabalho e, em especial a figura do contrato de trabalho, são não somente necessários à manutençao do capital, como possuem funções ideológicas que juridificam a subordinação de uma classe à outra. Desde a sua origem, o capitalismo vem em contínua reestruturação a fim de refrear a tendencial queda de lucro. Dentre as contratendências utilizadas pelo capital, está o aumento da exploração do trabalho e o rebaixamento salarial. Considerando a centralidade do contrato de trabalho neste modo de produção, percebe-se que é a partir desta figura jurídica que o capital utiliza-se para, em reorganizando os tempos laborais, aumentar a quantidade de trabalho ofertada sem o correspondente aumento dos custos.