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Identificações coletivas e gestão da diversidade étnico-cultural: dinâmicas sociais contrastantes entre Portugal e o Brasil

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste artigo uso os conceitos de identidade narrativa e configuração relacional para compreender as diferentes formas como os estados organizam os reconhecimentos colectivos e as suas gramáticas institucionais. Utilizando a narrativa como ferramenta analítica procuramos mostrar como as identidades colectivas são construídas historicamente salientando em simultâneo a imbricação de narrativas de diversos níveis institucionais para legitimar as concepções coletivas de fronteiras identitárias. Metodologicamente, as reflexões expendidas neste texto resultam de uma abordagem historicizante que se vale de fontes secundárias e de pesquisa dum corpus selecionado de documentos oficiais resultante de trabalho de campo em Portugal e no Brasil. Sugerimos que a comparação entre estes contextos permite perceber movimentos divergentes em matéria de concepção das adesões colectivas e dos seus significados em face do pluralismo cívico e étnico-cultural do Estado-nação contemporâneo.
Autores principais:Oliveira, N.
Assunto:Identificações coletivas Fronteiras simbólicas Lusotropicalismo Interculturalidade Multiculturalismo
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Neste artigo uso os conceitos de identidade narrativa e configuração relacional para compreender as diferentes formas como os estados organizam os reconhecimentos colectivos e as suas gramáticas institucionais. Utilizando a narrativa como ferramenta analítica procuramos mostrar como as identidades colectivas são construídas historicamente salientando em simultâneo a imbricação de narrativas de diversos níveis institucionais para legitimar as concepções coletivas de fronteiras identitárias. Metodologicamente, as reflexões expendidas neste texto resultam de uma abordagem historicizante que se vale de fontes secundárias e de pesquisa dum corpus selecionado de documentos oficiais resultante de trabalho de campo em Portugal e no Brasil. Sugerimos que a comparação entre estes contextos permite perceber movimentos divergentes em matéria de concepção das adesões colectivas e dos seus significados em face do pluralismo cívico e étnico-cultural do Estado-nação contemporâneo.