Publicação
Do lirismo ao pragmatismo: A dimensão multilateral das relações Luso-Brasileiras (1974–1976)
| Resumo: | Entre Abril de 1974 e Dezembro de 1976 as relações luso-brasileiras passaram por uma revisão profunda que lhes atribuiu um novo significado. Este processo foi o culminar da diferenciação de objectivos e de percepções entre Lisboa e Brasília, que se acentuou à medida que a questão colonial se encaminhava para o seu termo, e que conduziu ao questionamento do padrão de relacionamento bilateral. A transição para a democracia em Portugal, e o início do processo de liberalização do regime autoritário no Brasil, propiciaram uma conjuntura favorável ao exame das relações luso-brasileiras em termos transconjunturais. Isto é, acima das questões do regime, em observância ao primado do interesse nacional e da convergência de estratégias. No epicentro destas transformações estiveram a descolonização e o estabelecimento de laços com os novos países de língua portuguesa. África revelou-se determinante para a reinserção internacional de Portugal e do Brasil, em meados da década de 70, e para o reajuste das ligações bilaterais. Há mais de duas décadas que consistia na pedra de toque das relações luso-brasileiras, ditando os consensos e as divergências entre ambos os Governos. A resolução da questão colonial permitiu, no imediato, atenuar as dissensões entre Lisboa e Brasília. No entanto, a médio prazo, teve um impacto mais profundo reconfigurando os vínculos entre Portugal – Brasil – África. A emergência dos novos actores africanos alterou o âmbito da Comunidade lusófona e conferiu às relações luso-brasileiras uma importância acrescida. Doravante, assumem uma dimensão multilateral que incorpora o espaço da lusofonia aos interesses bilaterais. |
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| Autores principais: | Carvalho, Thiago Severiano Paiva de Almeida |
| Assunto: | Relações Luso-Brasileiras Descolonização -- Decolonization Transição democrática -- Democratic transition Multilateralismo -- Multilateralism Luso-Brazilian relations |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Entre Abril de 1974 e Dezembro de 1976 as relações luso-brasileiras passaram por uma revisão profunda que lhes atribuiu um novo significado. Este processo foi o culminar da diferenciação de objectivos e de percepções entre Lisboa e Brasília, que se acentuou à medida que a questão colonial se encaminhava para o seu termo, e que conduziu ao questionamento do padrão de relacionamento bilateral. A transição para a democracia em Portugal, e o início do processo de liberalização do regime autoritário no Brasil, propiciaram uma conjuntura favorável ao exame das relações luso-brasileiras em termos transconjunturais. Isto é, acima das questões do regime, em observância ao primado do interesse nacional e da convergência de estratégias. No epicentro destas transformações estiveram a descolonização e o estabelecimento de laços com os novos países de língua portuguesa. África revelou-se determinante para a reinserção internacional de Portugal e do Brasil, em meados da década de 70, e para o reajuste das ligações bilaterais. Há mais de duas décadas que consistia na pedra de toque das relações luso-brasileiras, ditando os consensos e as divergências entre ambos os Governos. A resolução da questão colonial permitiu, no imediato, atenuar as dissensões entre Lisboa e Brasília. No entanto, a médio prazo, teve um impacto mais profundo reconfigurando os vínculos entre Portugal – Brasil – África. A emergência dos novos actores africanos alterou o âmbito da Comunidade lusófona e conferiu às relações luso-brasileiras uma importância acrescida. Doravante, assumem uma dimensão multilateral que incorpora o espaço da lusofonia aos interesses bilaterais. |
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