Publicação
Acesso ao SNS: Acordos de cooperação internacional no domínio da saúde entre o Estado da Guiné-Bissau e Portugal
| Resumo: | A Guiné-Bissau enfrenta, há décadas, sérias dificuldades na área da saúde primária. Desde a sua independência, em 1973, o país tem vivido períodos de forte instabilidade política, nos quais nenhum governo conseguiu concluir o seu mandato. Essa instabilidade tem sido determinante para o fracasso na implementação eficaz das políticas públicas de saúde. Após o 25 de Abril, Portugal adotou uma política de cooperação com as suas ex-colónias africanas, concretizada em 1976 com a assinatura dos Acordos Gerais de Cooperação e Amizade. Entre eles destacou-se o Acordo no domínio da Saúde, que permitiu a evacuação de doentes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) para tratamento em Portugal, do qual a Guiné-Bissau foi beneficiária. O presente trabalho tem como objetivo analisar os desafios, barreiras e o nível de satisfação dos doentes guineenses evacuados para Portugal e propor estratégias para melhorar a eficácia deste processo. Para isso, realizou-se uma revisão bibliográfica, com recurso a livros, artigos científicos, revistas especializadas e ao próprio acordo, complementada por entrevistas e questionários dirigidos a utentes e gestores do serviço. Os resultados revelam que, embora muitos doentes tenham recuperado a saúde e superado situações críticas nas quais não tinham esperança de sobreviver, enfrentaram grandes dificuldades de permanência e sobrevivência durante o tratamento. Esses desafios tiveram um forte impacto na saúde psicológica dos utentes, que, ainda hoje, continuam sem acesso pleno e equitativo aos serviços de saúde, realidade que persiste por falta de vontade política. |
|---|---|
| Autores principais: | Toneco, Moises |
| Assunto: | Acesso ao serviço de saúde Acordos de cooperação internacional PALOP Access to healthcare services International cooperation agreements |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | A Guiné-Bissau enfrenta, há décadas, sérias dificuldades na área da saúde primária. Desde a sua independência, em 1973, o país tem vivido períodos de forte instabilidade política, nos quais nenhum governo conseguiu concluir o seu mandato. Essa instabilidade tem sido determinante para o fracasso na implementação eficaz das políticas públicas de saúde. Após o 25 de Abril, Portugal adotou uma política de cooperação com as suas ex-colónias africanas, concretizada em 1976 com a assinatura dos Acordos Gerais de Cooperação e Amizade. Entre eles destacou-se o Acordo no domínio da Saúde, que permitiu a evacuação de doentes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) para tratamento em Portugal, do qual a Guiné-Bissau foi beneficiária. O presente trabalho tem como objetivo analisar os desafios, barreiras e o nível de satisfação dos doentes guineenses evacuados para Portugal e propor estratégias para melhorar a eficácia deste processo. Para isso, realizou-se uma revisão bibliográfica, com recurso a livros, artigos científicos, revistas especializadas e ao próprio acordo, complementada por entrevistas e questionários dirigidos a utentes e gestores do serviço. Os resultados revelam que, embora muitos doentes tenham recuperado a saúde e superado situações críticas nas quais não tinham esperança de sobreviver, enfrentaram grandes dificuldades de permanência e sobrevivência durante o tratamento. Esses desafios tiveram um forte impacto na saúde psicológica dos utentes, que, ainda hoje, continuam sem acesso pleno e equitativo aos serviços de saúde, realidade que persiste por falta de vontade política. |
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