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Integração de refugiados, mercado de trabalho e reconhecimento de qualificações: Comparação entre migrantes forçados da Ucrânia e de outros países

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O número de refugiados acolhidos em Portugal tem incrementando consideravelmente ao longo dos anos. Em 2022, foi concedido, em Portugal, a cerca de 59.777 pessoas, o estatuto de refugiado, dos quais 44.960 chegaram da Ucrânia, impulsionado em grande parte pelo conflito na Ucrânia, (UNHCR, 2024). Com foco neste contexto, é necessário destacar a importância de examinar as políticas de integração, especialmente as de integração laboral e do papel que desempenha o reconhecimento de qualificações. A presente dissertação centra-se na análise da relação entre o processo simplificado de reconhecimento das qualificações dos migrantes forçados vindos da Ucrânia, com estatuto de proteção temporária em Portugal e a sua integração no mercado de trabalho, em comparação com outros refugiados mais obstáculos administrativos nesse processo. Sendo esta uma análise de um contexto tão recente em Portugal, até ao momento, ainda não foram encontrados estudos que abordem esta temática. Assim este estudo visa colmatar a lacuna existente na literatura, sendo o primeiro sobre este tema, complementando pesquisas que abordam a integração laboral e o reconhecimento de qualificações de refugiados sem o estatuto de proteção temporária. Foram utilizados dois métodos de investigação, um questionário direcionado a refugiados e entrevistas semiestruturadas realizadas a profissionais da área do acolhimento de refugiados. O principal contributo do estudo é, que o processo simplificado de reconhecimento de qualificações dos refugiados provenientes da Ucrânia, com estatuto de proteção temporária, facilitou o acesso ao mercado de trabalho por comparação com refugiados de outros países que demoram mais tempo a ter as equivalências, embora não garanta a plena inserção laboral.
Autores principais:Costa, Inês Isabel Cesário
Assunto:Reconhecimento de qualificações estrangeiras Integração laboral Refugiados -- Refugees Estatuto de proteção temporária Integração de refugiados Recognition of foreign qualifications Labor integration Temporary protection status Integration of refugees
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:O número de refugiados acolhidos em Portugal tem incrementando consideravelmente ao longo dos anos. Em 2022, foi concedido, em Portugal, a cerca de 59.777 pessoas, o estatuto de refugiado, dos quais 44.960 chegaram da Ucrânia, impulsionado em grande parte pelo conflito na Ucrânia, (UNHCR, 2024). Com foco neste contexto, é necessário destacar a importância de examinar as políticas de integração, especialmente as de integração laboral e do papel que desempenha o reconhecimento de qualificações. A presente dissertação centra-se na análise da relação entre o processo simplificado de reconhecimento das qualificações dos migrantes forçados vindos da Ucrânia, com estatuto de proteção temporária em Portugal e a sua integração no mercado de trabalho, em comparação com outros refugiados mais obstáculos administrativos nesse processo. Sendo esta uma análise de um contexto tão recente em Portugal, até ao momento, ainda não foram encontrados estudos que abordem esta temática. Assim este estudo visa colmatar a lacuna existente na literatura, sendo o primeiro sobre este tema, complementando pesquisas que abordam a integração laboral e o reconhecimento de qualificações de refugiados sem o estatuto de proteção temporária. Foram utilizados dois métodos de investigação, um questionário direcionado a refugiados e entrevistas semiestruturadas realizadas a profissionais da área do acolhimento de refugiados. O principal contributo do estudo é, que o processo simplificado de reconhecimento de qualificações dos refugiados provenientes da Ucrânia, com estatuto de proteção temporária, facilitou o acesso ao mercado de trabalho por comparação com refugiados de outros países que demoram mais tempo a ter as equivalências, embora não garanta a plena inserção laboral.