Publicação
Processos educativos em famílias com filhos biológicos e adotados
| Resumo: | O objeto desta dissertação são as estratégias educativas implementadas pelas famílias que têm, simultaneamente, filhos biológicos e adotados. Procurou-se comparar a educação dada pelas famílias aos diferentes filhos, identificando eventuais semelhanças e diferenças. Será que a educação do filho adotado varia em relação ao biológico? Será que a educação dos filhos varia segundo a idade do filho adotado e da idade do biológico? Como se relacionam os irmãos dentro deste tipo de famílias? Os filhos adotados são mais problemáticos que os filhos biológicos? Para o efeito, foram realizadas entrevistadas a mães de famílias com este perfil nas quais se pretendeu reconstruir o processo educativo no seio das mesmas. Estas famílias têm elevadas habilitações académicas, os filhos biológicos são mais velhos que os filhos adotados, tendo um máximo de 3 filhos. Os filhos adotados tinham idades entre 1 e 10 anos no momento da adoção. Quando confrontadas diretamente com a questão, as mães, afirmaram não existir uma diferença na educação do filho adotado, pelo facto de ser adotado, mas por ser uma crinaça distinta. No entanto, ao longo do discurso fazem referência, no caso das adoções mais tardias, a tendência para serem mais benevolentes com os mesmos, em comparação com os filhos biológicos, por causa do passado, supostamente, traumático das crianças adotadas (apesar desta asserção nem sempre ser consensual entre o casal). Chegamos ainda a conclusão que os irmãos relacionam se de igual forma como qualquer conjunto de irmãos biológicos. E ainda podemos concluir que os filhos adotados não são crianças problemáticas, no geral, são crianças como qualquer outra, mas com a história de vida diferente. |
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| Autores principais: | Pinto, Helena Cristina Tavares |
| Assunto: | Família Família adoptiva Relação pais-filho Estratégias educativas Sociologia da educação Portugal Educational strategies Families Adoption |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | O objeto desta dissertação são as estratégias educativas implementadas pelas famílias que têm, simultaneamente, filhos biológicos e adotados. Procurou-se comparar a educação dada pelas famílias aos diferentes filhos, identificando eventuais semelhanças e diferenças. Será que a educação do filho adotado varia em relação ao biológico? Será que a educação dos filhos varia segundo a idade do filho adotado e da idade do biológico? Como se relacionam os irmãos dentro deste tipo de famílias? Os filhos adotados são mais problemáticos que os filhos biológicos? Para o efeito, foram realizadas entrevistadas a mães de famílias com este perfil nas quais se pretendeu reconstruir o processo educativo no seio das mesmas. Estas famílias têm elevadas habilitações académicas, os filhos biológicos são mais velhos que os filhos adotados, tendo um máximo de 3 filhos. Os filhos adotados tinham idades entre 1 e 10 anos no momento da adoção. Quando confrontadas diretamente com a questão, as mães, afirmaram não existir uma diferença na educação do filho adotado, pelo facto de ser adotado, mas por ser uma crinaça distinta. No entanto, ao longo do discurso fazem referência, no caso das adoções mais tardias, a tendência para serem mais benevolentes com os mesmos, em comparação com os filhos biológicos, por causa do passado, supostamente, traumático das crianças adotadas (apesar desta asserção nem sempre ser consensual entre o casal). Chegamos ainda a conclusão que os irmãos relacionam se de igual forma como qualquer conjunto de irmãos biológicos. E ainda podemos concluir que os filhos adotados não são crianças problemáticas, no geral, são crianças como qualquer outra, mas com a história de vida diferente. |
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