Publicação
A criança como agente e sujeito do processo educativo: reflexo(s) das escolhas das crianças nas suasaprendizagens e desenvolvimento numa sala de pré-escolar
| Resumo: | O presente relatório surge no âmbito da Prática Profissional Supervisionada II, desenvolvida ao longo de seis meses num contexto de Jardim de Infância (JI), com um grupo de crianças com idades compreendidas entre os quatro e os seis anos. Este relatório tem como principal objetivo apresentar e refletir criticamente sobre o processo de intervenção. O documento contém, ainda, uma reflexão pessoal sobre os contributos do percurso vivenciado na construção da minha identidade profissional enquanto futura educadora de infância. Considerando as caracterizações detalhadas do contexto e dos agentes do processo educativo, definiram-se várias intenções que nortearam toda ação desenvolvida, visando implementar uma prática responsiva, de acordo com os interesses, necessidades e singularidades de todas as crianças. Ao longo do processo de observação, constatou-se a existência de uma cultura e prática de participação das crianças, tal como a sistemática preocupação da equipa educativa da sala em fomentar a livre-escolha e essa participação das crianças nos vários momentos da rotina educativa. Por conseguinte, face a estas observações, surgiu o interesse em desenvolver uma investigação que permitisse compreender o(s) reflexo(s) das escolhas das crianças e da sua participação na construção da sua aprendizagem e do seu desenvolvimento. Atendendo aos objetivos traçados, optou-se por realizar um estudo de natureza qualitativa ou interpretativa, orientado pela metodologia de estudo de caso. Para o efeito, recorreu-se a um conjunto diversificado de técnicas e instrumentos de recolha de informação, o que permitiu reunir dados qualitativos e quantitativos. Os primeiros foram sujeitos a uma análise de conteúdo categorial e os segundos foram submetidos a um tratamento estatístico descritivo, designadamente contagem e distribuição de frequências. Através dos dados reunidos constata-se que a organização do ambiente educativo promove e facilita a participação e a livre-escolha das crianças, através da sua apropriação. Os resultados colocam ainda em evidência as estratégias mobilizadas pela equipa educativa da sala, particularmente, o encorajamento, a observação e a escuta ativa, visando encorajar a autonomia e o sentido de iniciativa das crianças. Foi igualmente observado que as crianças usufruem da livre-escolha optando por partilhar esse poder com os adultos da sala, particularmente, durante os momentos do planeamento diário e semanal. E por fim, identificaram-se as áreas mais escolhidas pelas crianças, nomeadamente, a área do Faz-de-conta, da Escrita, dos Jogos de mesa e dos Jogos de chão; ao contrário das áreas da Biblioteca e do Laboratório que foram menos frequentadas pelo grupo. Ainda assim, foram descritas e analisadas as atividades iniciadas pelas crianças, em todas as áreas, cuja análise sustentou a ideia de que as mesmas atingem os objetivos esperados pelas OCEPE (2016). Em conclusão, os resultados corroboram a ideia de que as crianças são capazes de ser agentes e sujeitos do seu processo educativo. |
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| Autores principais: | Oliveira, Inês de Fátima Costa |
| Assunto: | Participação Livre escolha Estratégias de intervenção Educação pré-escolar Participation Free choice Intervention strategies Preschool |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | O presente relatório surge no âmbito da Prática Profissional Supervisionada II, desenvolvida ao longo de seis meses num contexto de Jardim de Infância (JI), com um grupo de crianças com idades compreendidas entre os quatro e os seis anos. Este relatório tem como principal objetivo apresentar e refletir criticamente sobre o processo de intervenção. O documento contém, ainda, uma reflexão pessoal sobre os contributos do percurso vivenciado na construção da minha identidade profissional enquanto futura educadora de infância. Considerando as caracterizações detalhadas do contexto e dos agentes do processo educativo, definiram-se várias intenções que nortearam toda ação desenvolvida, visando implementar uma prática responsiva, de acordo com os interesses, necessidades e singularidades de todas as crianças. Ao longo do processo de observação, constatou-se a existência de uma cultura e prática de participação das crianças, tal como a sistemática preocupação da equipa educativa da sala em fomentar a livre-escolha e essa participação das crianças nos vários momentos da rotina educativa. Por conseguinte, face a estas observações, surgiu o interesse em desenvolver uma investigação que permitisse compreender o(s) reflexo(s) das escolhas das crianças e da sua participação na construção da sua aprendizagem e do seu desenvolvimento. Atendendo aos objetivos traçados, optou-se por realizar um estudo de natureza qualitativa ou interpretativa, orientado pela metodologia de estudo de caso. Para o efeito, recorreu-se a um conjunto diversificado de técnicas e instrumentos de recolha de informação, o que permitiu reunir dados qualitativos e quantitativos. Os primeiros foram sujeitos a uma análise de conteúdo categorial e os segundos foram submetidos a um tratamento estatístico descritivo, designadamente contagem e distribuição de frequências. Através dos dados reunidos constata-se que a organização do ambiente educativo promove e facilita a participação e a livre-escolha das crianças, através da sua apropriação. Os resultados colocam ainda em evidência as estratégias mobilizadas pela equipa educativa da sala, particularmente, o encorajamento, a observação e a escuta ativa, visando encorajar a autonomia e o sentido de iniciativa das crianças. Foi igualmente observado que as crianças usufruem da livre-escolha optando por partilhar esse poder com os adultos da sala, particularmente, durante os momentos do planeamento diário e semanal. E por fim, identificaram-se as áreas mais escolhidas pelas crianças, nomeadamente, a área do Faz-de-conta, da Escrita, dos Jogos de mesa e dos Jogos de chão; ao contrário das áreas da Biblioteca e do Laboratório que foram menos frequentadas pelo grupo. Ainda assim, foram descritas e analisadas as atividades iniciadas pelas crianças, em todas as áreas, cuja análise sustentou a ideia de que as mesmas atingem os objetivos esperados pelas OCEPE (2016). Em conclusão, os resultados corroboram a ideia de que as crianças são capazes de ser agentes e sujeitos do seu processo educativo. |
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