Publicação
A compreensão leitora na perturbação do espetro do autismo: estratégias de ensino e o seu impacto em alunos do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico
| Resumo: | Reconhecendo que a dificuldade na Compreensão Leitora (CL) constitui uma característica comum nos indivíduos com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) e que a literacia é basilar para a aprendizagem e integração social, consideramos pertinente desenvolver um estudo com os seguintes objetivos: caracterizar as práticas que os professores de várias áreas disciplinares implementam para promover a CL dos seus alunos de 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico com PEA; conhecer a perceção que os professores têm sobre o impacto das suas práticas no desenvolvimento da CL dos seus alunos com PEA; conhecer a perceção que os alunos com PEA têm sobre a influência das práticas promotoras da CL desenvolvidas pelos professores. Para os cumprir, realizamos um estudo de caso único, pertencente ao paradigma interpretativo, com características da metodologia qualitativa. Elegeram-se, como técnicas de recolha de dados, a pesquisa documental, entrevistas semiestruturadas a professores e alunos, e a observação naturalista de algumas aulas. Concluímos que as dificuldades dos alunos com PEA de 2.º e 3.º Ciclos são diversas e complexas, de origem ambiental e comportamental. Para as ultrapassar, atentos, os docentes socorrem-se de uma panóplia de estratégias pedagógicas adaptadas, dentro do possível, às características destes alunos. Para isso, recorrem a múltiplos materiais, que procuram que sejam consonantes com as especificidades dos alunos para potenciar o seu sucesso. Todavia, apurou-se que, em termos gerais, estas práticas nem sempre são suficientes e bem-sucedidas, devido a vários fatores, dos quais se destacam a escassa formação especializada, e ambientes educativos pouco inclusivos, que afastam estes alunos do desenvolvimento da CL. Portanto, os resultados sublinham que o papel do docente é nuclear, mas apontam para a necessidade premente da capacitação dos docentes, o que lhes conferirá mais conhecimentos e segurança, e, sobretudo, mais sucesso no desenvolvimento da CL dos seus alunos com PEA. |
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| Autores principais: | Rosendo, Anabela da Silva Ribeiro |
| Assunto: | Perturbação do Espetro do Autismo Compreensão Leitora Literacia Estratégias de Ensino Perceções 2.º e 3ºCiclos do Ensino Básico Autism spectrum disorder Reading comprehension Literacy |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | Reconhecendo que a dificuldade na Compreensão Leitora (CL) constitui uma característica comum nos indivíduos com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) e que a literacia é basilar para a aprendizagem e integração social, consideramos pertinente desenvolver um estudo com os seguintes objetivos: caracterizar as práticas que os professores de várias áreas disciplinares implementam para promover a CL dos seus alunos de 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico com PEA; conhecer a perceção que os professores têm sobre o impacto das suas práticas no desenvolvimento da CL dos seus alunos com PEA; conhecer a perceção que os alunos com PEA têm sobre a influência das práticas promotoras da CL desenvolvidas pelos professores. Para os cumprir, realizamos um estudo de caso único, pertencente ao paradigma interpretativo, com características da metodologia qualitativa. Elegeram-se, como técnicas de recolha de dados, a pesquisa documental, entrevistas semiestruturadas a professores e alunos, e a observação naturalista de algumas aulas. Concluímos que as dificuldades dos alunos com PEA de 2.º e 3.º Ciclos são diversas e complexas, de origem ambiental e comportamental. Para as ultrapassar, atentos, os docentes socorrem-se de uma panóplia de estratégias pedagógicas adaptadas, dentro do possível, às características destes alunos. Para isso, recorrem a múltiplos materiais, que procuram que sejam consonantes com as especificidades dos alunos para potenciar o seu sucesso. Todavia, apurou-se que, em termos gerais, estas práticas nem sempre são suficientes e bem-sucedidas, devido a vários fatores, dos quais se destacam a escassa formação especializada, e ambientes educativos pouco inclusivos, que afastam estes alunos do desenvolvimento da CL. Portanto, os resultados sublinham que o papel do docente é nuclear, mas apontam para a necessidade premente da capacitação dos docentes, o que lhes conferirá mais conhecimentos e segurança, e, sobretudo, mais sucesso no desenvolvimento da CL dos seus alunos com PEA. |
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