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Qualquer sítio que não este: o espaço e a personagem

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Detalhes bibliográficos
Resumo:“Qualquer sítio que não este” é um filme sobre um lugar que permanece sempre impossível de alcançar. Seja um lugar físico num futuro sonhado, ou um lugar que enquadra situações e possibilidades de “ser” uma qualquer coisa mais do que no momento presente. Na verdade, este “outro lugar” desejado não pode ter uma actualização, não pode ser verdadeiramente concretizável, uma vez que é produto de uma idealização pura. É um lugar para ter no horizonte, que se vai continuamente afastando e mantendo à mesma distância, essa posição no horizonte, longe, em forma de objectivo eternamente mutável. Este lugar adquire forma na adolescência e é aqui que se desenrola a acção deste filme. Desenrola-se entre as imagens que “materializam” estes sonhos sob o olhar idealista dos dezassete anos. O futuro é ainda longe e não tem prazo de validade. Há sempre tempo mas o tempo nunca mais chega. Nunca mais chega o tempo de ir para “outro lugar”. E quando esse tempo acaba, antes que essas possibilidades pudessem apenas chegar, um outro olhar aparece sobre o mundo: já não se espera pelo futuro, mas anseia-se por aquele momento no passado em que o futuro não era o agora.
Autores principais:Gonçalves, Dulce Manuela da Rocha
Assunto:Dança em cinema Intermedialidade
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:“Qualquer sítio que não este” é um filme sobre um lugar que permanece sempre impossível de alcançar. Seja um lugar físico num futuro sonhado, ou um lugar que enquadra situações e possibilidades de “ser” uma qualquer coisa mais do que no momento presente. Na verdade, este “outro lugar” desejado não pode ter uma actualização, não pode ser verdadeiramente concretizável, uma vez que é produto de uma idealização pura. É um lugar para ter no horizonte, que se vai continuamente afastando e mantendo à mesma distância, essa posição no horizonte, longe, em forma de objectivo eternamente mutável. Este lugar adquire forma na adolescência e é aqui que se desenrola a acção deste filme. Desenrola-se entre as imagens que “materializam” estes sonhos sob o olhar idealista dos dezassete anos. O futuro é ainda longe e não tem prazo de validade. Há sempre tempo mas o tempo nunca mais chega. Nunca mais chega o tempo de ir para “outro lugar”. E quando esse tempo acaba, antes que essas possibilidades pudessem apenas chegar, um outro olhar aparece sobre o mundo: já não se espera pelo futuro, mas anseia-se por aquele momento no passado em que o futuro não era o agora.