Publicação
Cobertura mediática do massacre de “Monte Txota”
| Resumo: | Na madrugada do dia 25 de abril de 2016, Manuel António Ribeiro, mais conhecido por “Antany”, assassinou, à tiro, oito colegas militares e três civis, no destacamento militar de “Monte Txota”, em Rui Vaz, concelho de São Domingos, na ilha de Santiago. Um acontecimento sem precedentes na história de Cabo Verde, que chocou o país e modificou a rotina dos jornalistas. A presente dissertação analisa a cobertura mediática do “Massacre de Monte Txota”, com base nas notícias publicadas nos Jornais Online e na Televisão de Cabo Verde (TCV), desde a descoberta da tragédia 26 de abril até a 03 de novembro do mesmo ano, por altura da leitura da sentença do julgamento do autor confesso do crime, que se auto-identifica por “sniper” (atirador). Buscou-se compreender de que forma os jornalistas reportaram esse caso inédito no país, debruçando-se sobre o papel dos media, os critérios de noticiabilidade adotados, as questões éticas e responsabilidades jornalísticas no tratamento desta tragédia. Constatamos que o imediatismo da Internet induziu a falhas jornalísticas, sobretudo, nas primeiras horas da cobertura, e que depois foram corrigidas com uma cobertura mais responsável. Nesta era digital, o desafiante papel dos jornalistas revelou-se muito importante na construção da realidade deste tema sensível, tendo em conta a sua influência sobre a sociedade. Entretanto, as limitações do acesso às fontes de informação e a autocensura têm sido os grandes entraves ao jornalismo de investigação em Cabo Verde, como é o caso do Monte Txota. Não houve um tratamento aprofundado das matérias desta tragédia que teve implicações éticas, políticas e sociais. Recorremos a algumas técnicas de pesquisa, como bibliográficas para o propósito da fundamentação teórica, análise de conteúdo, segundo o modelo mencionado pela autora BARDIN (2009-2011). Também adotamos a metodologia de análise televisual proposta por Beatriz Becker (2016) e ainda recorremos a algumas entrevistas dos jornalistas e responsáveis dos órgãos da comunicação social. |
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| Autores principais: | Carvalho, Aidê Santa Maria Freire Barreto de |
| Assunto: | Cobertura mediática Massacre Monte Txota Jornalismo online Internet Televisão Media coverage Online journalism Television |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | Na madrugada do dia 25 de abril de 2016, Manuel António Ribeiro, mais conhecido por “Antany”, assassinou, à tiro, oito colegas militares e três civis, no destacamento militar de “Monte Txota”, em Rui Vaz, concelho de São Domingos, na ilha de Santiago. Um acontecimento sem precedentes na história de Cabo Verde, que chocou o país e modificou a rotina dos jornalistas. A presente dissertação analisa a cobertura mediática do “Massacre de Monte Txota”, com base nas notícias publicadas nos Jornais Online e na Televisão de Cabo Verde (TCV), desde a descoberta da tragédia 26 de abril até a 03 de novembro do mesmo ano, por altura da leitura da sentença do julgamento do autor confesso do crime, que se auto-identifica por “sniper” (atirador). Buscou-se compreender de que forma os jornalistas reportaram esse caso inédito no país, debruçando-se sobre o papel dos media, os critérios de noticiabilidade adotados, as questões éticas e responsabilidades jornalísticas no tratamento desta tragédia. Constatamos que o imediatismo da Internet induziu a falhas jornalísticas, sobretudo, nas primeiras horas da cobertura, e que depois foram corrigidas com uma cobertura mais responsável. Nesta era digital, o desafiante papel dos jornalistas revelou-se muito importante na construção da realidade deste tema sensível, tendo em conta a sua influência sobre a sociedade. Entretanto, as limitações do acesso às fontes de informação e a autocensura têm sido os grandes entraves ao jornalismo de investigação em Cabo Verde, como é o caso do Monte Txota. Não houve um tratamento aprofundado das matérias desta tragédia que teve implicações éticas, políticas e sociais. Recorremos a algumas técnicas de pesquisa, como bibliográficas para o propósito da fundamentação teórica, análise de conteúdo, segundo o modelo mencionado pela autora BARDIN (2009-2011). Também adotamos a metodologia de análise televisual proposta por Beatriz Becker (2016) e ainda recorremos a algumas entrevistas dos jornalistas e responsáveis dos órgãos da comunicação social. |
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