Publicação
Forma macro-mosaico e instrumento iguais
| Resumo: | A génese das formas musicais descontínuas remonta à transição entre os séculos XIX e XX e as mesmas têm sido usadas como um recurso na prática musical de diversos compositores até à atualidade. Assim, este documento visa propor um novo tipo de forma musical descontínua, a forma macro-mosaico, através de um projeto que engloba a criação de sete peças para agrupamentos de câmara—três trios e quatro quartetos—em que os instrumentos são todos iguais e se situam nos extremos do registo. Este universo tímbrico une-se ao estudo da textura e das intensidades como elementos delineadores da forma musical, amplificando o carácter expressivo da descontinuidade na forma musical, uma vez que, face à análise das peças originais e de peças referenciadas, foi-nos possível concluir que o discurso inerente à prática musical que resulta da aplicação de formas descontínuas contribui, desde a sua génese, para a igual importância dos parâmetros do som no desenvolvimento do discurso musical. Os instrumentos iguais nos extremos do registo, proporcionado um contexto de estranheza dos timbres, relacionam-se intimamente com o conceito do unheimliche . Deste modo, os instrumentos iguais surgem, através da repetição como ferramenta para o desenvolvimento do discurso e da sua relação com a forma macro-mosaico, como ensembles despidos de ideias pré-concebidas, possibilitando uma audição que privilegia a curiosidade e o entusiasmo, estados de espírito que levam a uma maior predisposição para o contacto com a descontinuidade do discurso musical. |
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| Autores principais: | Moreira, Manuel Maia Poças |
| Assunto: | Forma macro-mosaico Forma mosaico Momentform Unheimliche Timbre Textura Análise musical Macro-mosaic form Mosaic form Musical texture Musical analysis |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | A génese das formas musicais descontínuas remonta à transição entre os séculos XIX e XX e as mesmas têm sido usadas como um recurso na prática musical de diversos compositores até à atualidade. Assim, este documento visa propor um novo tipo de forma musical descontínua, a forma macro-mosaico, através de um projeto que engloba a criação de sete peças para agrupamentos de câmara—três trios e quatro quartetos—em que os instrumentos são todos iguais e se situam nos extremos do registo. Este universo tímbrico une-se ao estudo da textura e das intensidades como elementos delineadores da forma musical, amplificando o carácter expressivo da descontinuidade na forma musical, uma vez que, face à análise das peças originais e de peças referenciadas, foi-nos possível concluir que o discurso inerente à prática musical que resulta da aplicação de formas descontínuas contribui, desde a sua génese, para a igual importância dos parâmetros do som no desenvolvimento do discurso musical. Os instrumentos iguais nos extremos do registo, proporcionado um contexto de estranheza dos timbres, relacionam-se intimamente com o conceito do unheimliche . Deste modo, os instrumentos iguais surgem, através da repetição como ferramenta para o desenvolvimento do discurso e da sua relação com a forma macro-mosaico, como ensembles despidos de ideias pré-concebidas, possibilitando uma audição que privilegia a curiosidade e o entusiasmo, estados de espírito que levam a uma maior predisposição para o contacto com a descontinuidade do discurso musical. |
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