Publicação
Dimensionamento de sistemas de controlo de fumo passivo
| Resumo: | O actual contexto regulamentar português para o dimensionamento de Sistemas de Combate a Incêndio em Edifícios (SCIE) é formado por um conjunto amplo de normas, dos quais se destaca um Decreto-Lei (o Regime Jurídico RJ-SCIE de 2008) e uma Portaria (o Regulamento Técnico RT-SCIE, também de 2008). No que se refere aos sistemas de Controlo de Fumo (CF), nomeadamente os passivos, estes regulamentos têm sido objecto de críticas, consubstanciadas pela cada vez maior diferença para as principais normas internacionais, algumas delas recentemente actualizadas. Salienta-se a ausência da especificação dos objectivos que os sistemas devem lograr, independentemente das abordagens de dimensionamento usadas. É neste contexto que se empreendeu uma ampla pesquisa bibliográfica, incidindo sobre normativas, mas também sobre as publicações e recomendações internacionais recentes. Subsequentemente foi feita uma ampla consulta à comunidade técnica, nomeadamente aos intervenientes mais relevantes no panorama nacional do projecto, combate e regulação de sistemas de SCIE que incluiu Projectistas, Bombeiros e a Autoridade Nacional de Protecção Civil. Com as perspectivas obtidas, adicionadas à análise documental crítica, foi possível elaborar um conjunto de sugestões de alteração aos regulamentos vigentes. Estas incluíram estipular objectivos e critérios para o dimensionamento dos sistemas de CF, dotar o RT-SCIE, na sua vertente prescritiva, de um método de cálculo para o dimensionamento das aberturas de evacuação de fumo, instituir um regulamento dual que permita o recurso a uma abordagem de cálculo por requisitos de desempenho e uma revisão dos procedimentos de validação de projectos. Para ilustrar a actual regulamentação, bem como a que resultaria da hipotética adopção das sugestões emitidas, fez-se a aplicação dos referidos sobre um caso de estudo referente a uma construção real. |
|---|---|
| Autores principais: | Ribeiro, Tiago Pinto |
| Assunto: | Controlo de Fumo Smoke Control Sistemas Passivos Passive Systems SCIE Fire Safety Systems in Buildings Desenfumagem |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | O actual contexto regulamentar português para o dimensionamento de Sistemas de Combate a Incêndio em Edifícios (SCIE) é formado por um conjunto amplo de normas, dos quais se destaca um Decreto-Lei (o Regime Jurídico RJ-SCIE de 2008) e uma Portaria (o Regulamento Técnico RT-SCIE, também de 2008). No que se refere aos sistemas de Controlo de Fumo (CF), nomeadamente os passivos, estes regulamentos têm sido objecto de críticas, consubstanciadas pela cada vez maior diferença para as principais normas internacionais, algumas delas recentemente actualizadas. Salienta-se a ausência da especificação dos objectivos que os sistemas devem lograr, independentemente das abordagens de dimensionamento usadas. É neste contexto que se empreendeu uma ampla pesquisa bibliográfica, incidindo sobre normativas, mas também sobre as publicações e recomendações internacionais recentes. Subsequentemente foi feita uma ampla consulta à comunidade técnica, nomeadamente aos intervenientes mais relevantes no panorama nacional do projecto, combate e regulação de sistemas de SCIE que incluiu Projectistas, Bombeiros e a Autoridade Nacional de Protecção Civil. Com as perspectivas obtidas, adicionadas à análise documental crítica, foi possível elaborar um conjunto de sugestões de alteração aos regulamentos vigentes. Estas incluíram estipular objectivos e critérios para o dimensionamento dos sistemas de CF, dotar o RT-SCIE, na sua vertente prescritiva, de um método de cálculo para o dimensionamento das aberturas de evacuação de fumo, instituir um regulamento dual que permita o recurso a uma abordagem de cálculo por requisitos de desempenho e uma revisão dos procedimentos de validação de projectos. Para ilustrar a actual regulamentação, bem como a que resultaria da hipotética adopção das sugestões emitidas, fez-se a aplicação dos referidos sobre um caso de estudo referente a uma construção real. |
|---|