Publicação
Práticas de inclusão com alunos com multideficiência no 1º Ciclo
| Resumo: | A inclusão de alunos com multideficiência nas escolas de ensino regular, é uma realidade crescente a que assistimos nos nossos dias e surge como um desafio aos agentes educativos e em particular aos docentes do ensino regular que lecionam as turmas que recebem estes alunos. Esta realidade exige mudanças não só ao nível da gestão e organização curricular, mas também ao nível das atitudes e das práticas educativas. O estudo teve com objetivos gerais conhecer: i) a opinião dos professores do 1º ciclo sobre inclusão e em particular a inclusão de alunos com multideficiência nas turmas de ensino regular; ii) as estratégias e as práticas educativas desenvolvidas pelos docentes do ensino regular no sentido de promoverem a inclusão dos alunos na sala de aula, iii) as dificuldades sentidas pelos docentes no processo de inclusão destes alunos e iv) as necessidades de formação específica dos docentes. Procuramos com este estudo conhecer a realidade de uma escola de 1º ciclo onde foi criada uma Unidade Especializada em Multideficiência, tratando-se por isso de um estudo exploratório, em que foi utilizada uma metodologia mista, uma vez que os dados obtidos foram tratados recorrendo a métodos qualitativos e quantitativos. Envolvemos no estudo, três docentes do 1ºciclo do ensino básico responsáveis por três turmas de 1º e 2º ano de escolaridade, onde estão incluídos quatro alunas com multideficiência. Os resultados mostram que os docentes do ensino regular concordam com a inclusão de alunos com multideficiência nas suas turmas, uma vez que facilita o desenvolvimento da socialização e promove a criação de interações. Contudo salientam a importância da existência de recursos materiais e humanos como condição fundamental para o sucesso desta inclusão. Relativamente às dificuldades sentidas pelos docentes, estas prendem-se com aspetos como, a gestão curricular; a comunicação; a falta de recursos humanos e materiais e ainda o desconhecimento da reação destes alunos face às atividades propostas. Quanto à formação, os docentes mencionam a necessidade de formação específica em multideficiência e em comunicação alternativa. Concluímos que a inclusão de alunos com multideficiência nas salas de ensino regular suscita ainda algum constrangimento nos docentes de ensino regular, que ainda não estão preparados para as mudanças exigidas, sobretudo ao nível das práticas educativas. |
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| Autores principais: | Ferreira, Virgínia Maria Mota dos Santos |
| Assunto: | Inclusão Multideficiência Práticas educativas Interações Inclusion Multiple disabilities Educational practices Interactions |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | A inclusão de alunos com multideficiência nas escolas de ensino regular, é uma realidade crescente a que assistimos nos nossos dias e surge como um desafio aos agentes educativos e em particular aos docentes do ensino regular que lecionam as turmas que recebem estes alunos. Esta realidade exige mudanças não só ao nível da gestão e organização curricular, mas também ao nível das atitudes e das práticas educativas. O estudo teve com objetivos gerais conhecer: i) a opinião dos professores do 1º ciclo sobre inclusão e em particular a inclusão de alunos com multideficiência nas turmas de ensino regular; ii) as estratégias e as práticas educativas desenvolvidas pelos docentes do ensino regular no sentido de promoverem a inclusão dos alunos na sala de aula, iii) as dificuldades sentidas pelos docentes no processo de inclusão destes alunos e iv) as necessidades de formação específica dos docentes. Procuramos com este estudo conhecer a realidade de uma escola de 1º ciclo onde foi criada uma Unidade Especializada em Multideficiência, tratando-se por isso de um estudo exploratório, em que foi utilizada uma metodologia mista, uma vez que os dados obtidos foram tratados recorrendo a métodos qualitativos e quantitativos. Envolvemos no estudo, três docentes do 1ºciclo do ensino básico responsáveis por três turmas de 1º e 2º ano de escolaridade, onde estão incluídos quatro alunas com multideficiência. Os resultados mostram que os docentes do ensino regular concordam com a inclusão de alunos com multideficiência nas suas turmas, uma vez que facilita o desenvolvimento da socialização e promove a criação de interações. Contudo salientam a importância da existência de recursos materiais e humanos como condição fundamental para o sucesso desta inclusão. Relativamente às dificuldades sentidas pelos docentes, estas prendem-se com aspetos como, a gestão curricular; a comunicação; a falta de recursos humanos e materiais e ainda o desconhecimento da reação destes alunos face às atividades propostas. Quanto à formação, os docentes mencionam a necessidade de formação específica em multideficiência e em comunicação alternativa. Concluímos que a inclusão de alunos com multideficiência nas salas de ensino regular suscita ainda algum constrangimento nos docentes de ensino regular, que ainda não estão preparados para as mudanças exigidas, sobretudo ao nível das práticas educativas. |
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