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Relações étnico-raciais: construção da dimensão pedagógica do cinema negro e a afirmação positiva da africanidade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O artigo demonstra a centralidade da preocupação acadêmica, na disciplina Relações étnico-raciais, que se dá por uma observação das diferentes filmografias brasileiras. A Chanchada foi o paroxismo do estereótipo de inferioridade racial da imagem do ibero-ásio-afro-ameríndio, como demanda étnico rural de herança ameríndia, no Jeca Tatu avesso ao progresso. Para afirmar a superioridade racial da hegemonia imagética do euro-hetero-macho-autoritário como signo de perfeição divinal expressada no padre como representante de Deus. Dominação racial determinada pelo poder da euroheteronormatividade. O Cinema Novo foi a tendência que o negro se tornou referencial estético na realização glauberiana de influência marxista. Na sintaxe do cinema novismo na semiótica das lutas de classe o negro é expressão proletária e o branco configura a burguesia. A luta, ontológica de afirmação da imagem positiva das minorias, é projeção das lutas de classe. No Cinema Negro a africanidade referência no cinema novismo conquista a posição de sujeito neste cinema de autor da sua própria história. Conclui que é na Dimensão Pedagógica do Cinema Negro, como cinema epistêmico que a minoria constrói a imagem de afirmação positiva representando o visual do decantado lugar de fala, como contemporaneidade inclusiva, superando o anacronismo excludente.
Autores principais:Prudente, Celso Luiz
Outros Autores:Có, João Paulo Pinto; Morais-Alexandre, Paulo
Assunto:Relações étnico-raciais Dimensão pedagógica do cinema negro Ibero-ásio-afro-ameríndio Imagem de afirmação positiva da africanidade Ethnic-racial relations Pedagogical dimension of black cinema Ibero-asian-african-american Image of positive affirmation of africanity Relaciones étnico-raciales Dimensión pedagógica del cine negro Ibero-asiático-afroamericano Imagen de afirmación positiva de la africanidad
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:O artigo demonstra a centralidade da preocupação acadêmica, na disciplina Relações étnico-raciais, que se dá por uma observação das diferentes filmografias brasileiras. A Chanchada foi o paroxismo do estereótipo de inferioridade racial da imagem do ibero-ásio-afro-ameríndio, como demanda étnico rural de herança ameríndia, no Jeca Tatu avesso ao progresso. Para afirmar a superioridade racial da hegemonia imagética do euro-hetero-macho-autoritário como signo de perfeição divinal expressada no padre como representante de Deus. Dominação racial determinada pelo poder da euroheteronormatividade. O Cinema Novo foi a tendência que o negro se tornou referencial estético na realização glauberiana de influência marxista. Na sintaxe do cinema novismo na semiótica das lutas de classe o negro é expressão proletária e o branco configura a burguesia. A luta, ontológica de afirmação da imagem positiva das minorias, é projeção das lutas de classe. No Cinema Negro a africanidade referência no cinema novismo conquista a posição de sujeito neste cinema de autor da sua própria história. Conclui que é na Dimensão Pedagógica do Cinema Negro, como cinema epistêmico que a minoria constrói a imagem de afirmação positiva representando o visual do decantado lugar de fala, como contemporaneidade inclusiva, superando o anacronismo excludente.