Publicação
A educação somática e a consciência corporal num mundo digital: contribuições teóricas, metodológicas e pedagógicas
| Resumo: | Na sequência do convite por parte da Direção da revista RED para a edição de uma secção temática dedicada à educação e práticas somáticas, surgiu a vontade de propiciar a reflexão e a discussão acerca dos desafios e potencialidades que este campo de estudos encontra na contemporaneidade. A educação somática desenvolve uma intensificação da consciência do corpo através de uma perceção sensoriomotora. Conhecer e sentir o corpo a partir da experiência sensorial significa experienciar o corpo intensamente, como um espaço poroso e pulsante, ao mesmo tempo que implica um exercício de incorporação de um tempo lento e dilatado. Numa época digital, onde predominam as tiranias da velocidade, tal como Paul Virilio (2007) denuncia, assumir a prática somática enquanto visão epistemológica é, por si só, um ato de resistência. Logo, também a expressão “educação somática”, que aqui propomos, compreendida enquanto orientação para a prática do sensível e para a estimulação de um modo de autoconhecimento relacional e criativo, afigura-se como um modo de resistência. |
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| Autores principais: | De Lima, Cecília |
| Outros Autores: | Rato, Rita |
| Assunto: | Educação somática Consciência corporal Somatic education Body awareness Dança |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | Na sequência do convite por parte da Direção da revista RED para a edição de uma secção temática dedicada à educação e práticas somáticas, surgiu a vontade de propiciar a reflexão e a discussão acerca dos desafios e potencialidades que este campo de estudos encontra na contemporaneidade. A educação somática desenvolve uma intensificação da consciência do corpo através de uma perceção sensoriomotora. Conhecer e sentir o corpo a partir da experiência sensorial significa experienciar o corpo intensamente, como um espaço poroso e pulsante, ao mesmo tempo que implica um exercício de incorporação de um tempo lento e dilatado. Numa época digital, onde predominam as tiranias da velocidade, tal como Paul Virilio (2007) denuncia, assumir a prática somática enquanto visão epistemológica é, por si só, um ato de resistência. Logo, também a expressão “educação somática”, que aqui propomos, compreendida enquanto orientação para a prática do sensível e para a estimulação de um modo de autoconhecimento relacional e criativo, afigura-se como um modo de resistência. |
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