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A diversidade disciplinar enriquece os estudos de comunicação (Editorial)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Comunicação como campo científico e formação académica em Portugal é, como se sabe, relativamente jovem. Tem sido apontado o ano de 1979 como uma data chave para a institucionalização desta área na universidade, altura em que foi criada a primeira licenciatura em Comunicação Social na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Este foi um acto inaugural de uma dinâmica que expandiu o estudo e a investigação em comunicação pelas universidades, institutos politécnicos e algumas escolas profissionais de todo o país. Desde então, tal como ocorreu em outros países, assistiu-se ao que John Durham Peters referiu ser “a tentativa paradoxal de criar uma entidade institucional específica (um campo científico) fora de uma entidade intelectual universalista (a comunicação)” (1986: 528). O risco é que o fechamento disciplinar do estudo e investigação em comunicação possa reduzir a capacidade conceptual de a entender e sobre ela intervir com vista à promoção e manutenção de uma sociedade democrática.
Autores principais:Subtil, Filipa Mónica de Brito Gonçalves
Assunto:Comunicação Estudos de comunicação Ciências da comunicação Ciências sociais Sociologia da comunicação
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:A Comunicação como campo científico e formação académica em Portugal é, como se sabe, relativamente jovem. Tem sido apontado o ano de 1979 como uma data chave para a institucionalização desta área na universidade, altura em que foi criada a primeira licenciatura em Comunicação Social na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Este foi um acto inaugural de uma dinâmica que expandiu o estudo e a investigação em comunicação pelas universidades, institutos politécnicos e algumas escolas profissionais de todo o país. Desde então, tal como ocorreu em outros países, assistiu-se ao que John Durham Peters referiu ser “a tentativa paradoxal de criar uma entidade institucional específica (um campo científico) fora de uma entidade intelectual universalista (a comunicação)” (1986: 528). O risco é que o fechamento disciplinar do estudo e investigação em comunicação possa reduzir a capacidade conceptual de a entender e sobre ela intervir com vista à promoção e manutenção de uma sociedade democrática.