Publicação
Marketing social e o combate à violência doméstica: estudo das campanhas de comunicação em Portugal
| Resumo: | Todos os anos milhões de pessoas em todo o mundo são vítimas de violência doméstica. Só em Portugal no ano de 2013, as forças de segurança nacionais GNR e PSP assinalaram 27.318 ocorrências, o que corresponde em média, a 2276 participações por mês, 75 por dia e três por hora (DGAI, 2013). Neste sentido, é fundamental uma intervenção a vários níveis para combater este problema social, e o Marketing Social é uma das áreas que pode contribuir para obter resultados mais efetivos contra este crime. Visto que se trata de uma área do Marketing que visa alterar comportamentos indesejáveis da sociedade. Por conseguinte, a presente investigação assume como principal propósito: analisar as intervenções contra a violência doméstica realizadas em Portugal e ver de que forma se pode tornar essas intervenções mais efetivas do ponto de vista do Marketing Social. Para alcançar os objetivos e dar resposta às questões de partida a investigação segue dois tipos de estudo. A pesquisa qualitativa com entrevistas em profundidade semiestruturadas a 15 vítimas e ex-vítimas de violência doméstica, e a duas pessoas relacionadas diretamente com a elaboração e organização de campanhas de comunicação. Na pesquisa quantitativa, foi aplicado um questionário dirigido à sociedade em geral obtendo 342 respostas válidas. Os resultados da investigação empírica revelam que tanto as vítimas e ex-vítimas como a sociedade em geral consideram que as campanhas de comunicação não são efetivas, de modo a atingir os objetivos pretendidos. As campanhas que são dirigidas às vítimas não encorajam as mesmas à ação porque não transmitem sentimentos positivos e nem lhes apresentam soluções. E a sociedade em geral embora tenha consciência deste flagelo social não sabe como ajudar porque as campanhas não indicam e, não mostram como agir perante um caso de violência doméstica. E isso pode ser atribuído ao facto das campanhas não seguirem uma estratégia integrada de Marketing Social. Constatou-se que os profissionais também não estão preparados para auxiliar uma vítima deste crime. Sendo assim, verifica-se que há muito trabalho a fazer no que respeita à luta contra a violência doméstica. É crucial identificar como agir e, como ajudar uma vítima deste flagelo social, sabendo que o Marketing Social pode ter um papel relevante no combate a este problema social. |
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| Autores principais: | Fernandes, Cátia Sofia Vieira |
| Assunto: | Marketing social Violência doméstica Campanhas de comunicação Social marketing Domestic violence Communication campaigns Ciências Sociais::Outras Ciências Sociais |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Todos os anos milhões de pessoas em todo o mundo são vítimas de violência doméstica. Só em Portugal no ano de 2013, as forças de segurança nacionais GNR e PSP assinalaram 27.318 ocorrências, o que corresponde em média, a 2276 participações por mês, 75 por dia e três por hora (DGAI, 2013). Neste sentido, é fundamental uma intervenção a vários níveis para combater este problema social, e o Marketing Social é uma das áreas que pode contribuir para obter resultados mais efetivos contra este crime. Visto que se trata de uma área do Marketing que visa alterar comportamentos indesejáveis da sociedade. Por conseguinte, a presente investigação assume como principal propósito: analisar as intervenções contra a violência doméstica realizadas em Portugal e ver de que forma se pode tornar essas intervenções mais efetivas do ponto de vista do Marketing Social. Para alcançar os objetivos e dar resposta às questões de partida a investigação segue dois tipos de estudo. A pesquisa qualitativa com entrevistas em profundidade semiestruturadas a 15 vítimas e ex-vítimas de violência doméstica, e a duas pessoas relacionadas diretamente com a elaboração e organização de campanhas de comunicação. Na pesquisa quantitativa, foi aplicado um questionário dirigido à sociedade em geral obtendo 342 respostas válidas. Os resultados da investigação empírica revelam que tanto as vítimas e ex-vítimas como a sociedade em geral consideram que as campanhas de comunicação não são efetivas, de modo a atingir os objetivos pretendidos. As campanhas que são dirigidas às vítimas não encorajam as mesmas à ação porque não transmitem sentimentos positivos e nem lhes apresentam soluções. E a sociedade em geral embora tenha consciência deste flagelo social não sabe como ajudar porque as campanhas não indicam e, não mostram como agir perante um caso de violência doméstica. E isso pode ser atribuído ao facto das campanhas não seguirem uma estratégia integrada de Marketing Social. Constatou-se que os profissionais também não estão preparados para auxiliar uma vítima deste crime. Sendo assim, verifica-se que há muito trabalho a fazer no que respeita à luta contra a violência doméstica. É crucial identificar como agir e, como ajudar uma vítima deste flagelo social, sabendo que o Marketing Social pode ter um papel relevante no combate a este problema social. |
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