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Planos individuais de intervenção precoce: um estudo qualitativo acerca das perspetivas de profissionais

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Resumo:Este estudo tem como finalidade contribuir para aprofundar o conhecimento e a compreensão das perspetivas de profissionais de Intervenção Precoce (IP) acerca dos processos de elaboração e de implementação dos Planos Individuais de Intervenção Precoce (PIIP’s), bem como, dos benefícios que deles poderão resultar. Com esse intuito desenvolveu-se uma investigação de natureza qualitativa, através da realização de entrevistas semiestruturadas junto de cinco profissionais a exercer em Equipas Locais de Intervenção Precoce (ELI’s) distintas, há, no mínimo, um ano e com formação específica em IP. No global, as perspetivas das participantes permitem concluir que é notório o foco do apoio na família. Todas as participantes referem que, de um modo geral, os pais participam ativamente nas várias etapas de elaboração, implementação e monitorização do PIIP. Quanto ao produto resultante do processo de PIIP, é perspetivado como útil, um documento de trabalho e sistematicamente utilizado pelas famílias. Os resultados indicam ainda a existência de reuniões regulares de revisão dos PIIP’s. Todas as participantes indicam que objetivos do PIIP são definidos num trabalho conjunto entre membros da família e profissionais, tendo por base a identificação das prioridades e preocupações da família, os seus momentos de rotina e os seus contextos de vida. Apesar da preocupação em demonstrada em definir objetivos de um modo funcional, algumas entrevistadas ainda sentem dificuldades a esse nível. Relativamente aos benefícios do PIIP, a maioria das participantes realçou o facto de o mesmo permitir às famílias, desde uma fase inicial, participar ativamente ao longo do processo como membros efetivos e decisores da equipa. As entrevistadas são unanimes em afirmar que procuram sempre implementar a abordagem centrada na família ao longo de todo o processo de PIIP, considerando-a como ideal. Contudo, indicam dificuldades na utilização plena das práticas centradas na família. A maioria das participantes focou a este nível, entre outros aspetos, questões relacionadas com as atitudes e comportamentos dos próprios profissionais.
Autores principais:Oliveira, Sandra Cristina Pinto
Assunto:Planos individuais de intervenção precoce Abordagem centrada na família Processo de elaboração Implementação Monitorização Individualized early intervention plan (IEIP) Family-centered approach Elaboration process Implementation Monitoring Ciências Sociais
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este estudo tem como finalidade contribuir para aprofundar o conhecimento e a compreensão das perspetivas de profissionais de Intervenção Precoce (IP) acerca dos processos de elaboração e de implementação dos Planos Individuais de Intervenção Precoce (PIIP’s), bem como, dos benefícios que deles poderão resultar. Com esse intuito desenvolveu-se uma investigação de natureza qualitativa, através da realização de entrevistas semiestruturadas junto de cinco profissionais a exercer em Equipas Locais de Intervenção Precoce (ELI’s) distintas, há, no mínimo, um ano e com formação específica em IP. No global, as perspetivas das participantes permitem concluir que é notório o foco do apoio na família. Todas as participantes referem que, de um modo geral, os pais participam ativamente nas várias etapas de elaboração, implementação e monitorização do PIIP. Quanto ao produto resultante do processo de PIIP, é perspetivado como útil, um documento de trabalho e sistematicamente utilizado pelas famílias. Os resultados indicam ainda a existência de reuniões regulares de revisão dos PIIP’s. Todas as participantes indicam que objetivos do PIIP são definidos num trabalho conjunto entre membros da família e profissionais, tendo por base a identificação das prioridades e preocupações da família, os seus momentos de rotina e os seus contextos de vida. Apesar da preocupação em demonstrada em definir objetivos de um modo funcional, algumas entrevistadas ainda sentem dificuldades a esse nível. Relativamente aos benefícios do PIIP, a maioria das participantes realçou o facto de o mesmo permitir às famílias, desde uma fase inicial, participar ativamente ao longo do processo como membros efetivos e decisores da equipa. As entrevistadas são unanimes em afirmar que procuram sempre implementar a abordagem centrada na família ao longo de todo o processo de PIIP, considerando-a como ideal. Contudo, indicam dificuldades na utilização plena das práticas centradas na família. A maioria das participantes focou a este nível, entre outros aspetos, questões relacionadas com as atitudes e comportamentos dos próprios profissionais.