Publicação
Cultura do café na Dinamarca: identidade e sociabilidade
| Resumo: | O principal objetivo desta dissertação é analisar a relevância do café na identidade nacional dinamarquesa. Para desenvolver esta temática, recorrendo-se ao conceito de nacionalismo banal, de Michael Billig, e à teorização realizada por Benedict Anderson acerca das nações enquanto comunidades imaginárias. A dissertação inclui ainda uma análise histórico e sociológica sobre o consumo de café na Dinamarca, e suas transformações recentes. De igual modo, procura-se enquadrar as práticas de consumo e de sociabilidade desta bebida na noção de hygge, que é central na sociedade dinamarquesa e que constitui um traço da identidade nacional deste país. A pesquisa empírica, de carácter exploratório foi realizada recorrendo a uma abordagem metodológica quantitativa, complementada com uma recolha de dados qualitativos. Foi aplicado um inquérito por questionário, foi realizada observação em locais de consumo de café em Copenhaga e foi efetuada uma entrevista exploratória. A recolha de dados empíricos teve por objetivo conhecer as práticas de consumo de café na Dinamarca, bem como a relação destas práticas com o sentido de pertença à comunidade nacional. Os resultados permitem-nos concluir que o café é uma presença constante no dia a dia dos inquiridos, sendo os seus rituais de consumo um lembrete do seu vínculo identitário nacional. Os dados indicam que o consumo de café ocorre com elevada frequência, tanto em casa como noutros locais, e acompanha momentos de interação e sociabilidade com a família, amigos e colegas de trabalho. Destaca-se também que estes rituais são transmitidos de geração para geração através de atos de consumo que parecem banais, mas também através de um modo de viver que é partilhado e valorizado entre os dinamarqueses - o hygge. Estes atos de consumo de café partilhados e integrados nos hábitos quotidianos reforçam o sentido de pertença à comunidade imaginária e à identidade nacional dinamarquesa. |
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| Autores principais: | Faria, Miguel Freitas |
| Assunto: | Café Dinamarca Hygge Nacionalismo banal Comunidade imaginárias Coffee Denmark Banal nationalism Imagined communities Ciências Sociais::Sociologia |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O principal objetivo desta dissertação é analisar a relevância do café na identidade nacional dinamarquesa. Para desenvolver esta temática, recorrendo-se ao conceito de nacionalismo banal, de Michael Billig, e à teorização realizada por Benedict Anderson acerca das nações enquanto comunidades imaginárias. A dissertação inclui ainda uma análise histórico e sociológica sobre o consumo de café na Dinamarca, e suas transformações recentes. De igual modo, procura-se enquadrar as práticas de consumo e de sociabilidade desta bebida na noção de hygge, que é central na sociedade dinamarquesa e que constitui um traço da identidade nacional deste país. A pesquisa empírica, de carácter exploratório foi realizada recorrendo a uma abordagem metodológica quantitativa, complementada com uma recolha de dados qualitativos. Foi aplicado um inquérito por questionário, foi realizada observação em locais de consumo de café em Copenhaga e foi efetuada uma entrevista exploratória. A recolha de dados empíricos teve por objetivo conhecer as práticas de consumo de café na Dinamarca, bem como a relação destas práticas com o sentido de pertença à comunidade nacional. Os resultados permitem-nos concluir que o café é uma presença constante no dia a dia dos inquiridos, sendo os seus rituais de consumo um lembrete do seu vínculo identitário nacional. Os dados indicam que o consumo de café ocorre com elevada frequência, tanto em casa como noutros locais, e acompanha momentos de interação e sociabilidade com a família, amigos e colegas de trabalho. Destaca-se também que estes rituais são transmitidos de geração para geração através de atos de consumo que parecem banais, mas também através de um modo de viver que é partilhado e valorizado entre os dinamarqueses - o hygge. Estes atos de consumo de café partilhados e integrados nos hábitos quotidianos reforçam o sentido de pertença à comunidade imaginária e à identidade nacional dinamarquesa. |
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