| Resumo: | Encontramo-nos num mundo progressivamente afetado pela globalização e migrações internacionais do qual o resultado é a multiculturalidade. Consequentemente, a atual realidade para muitos países mudou, dando lugar a novas leis e regulamentos, bem como novas formas de preconceito e discriminação, que será o nosso ponto de reflexão neste trabalho. O objetivo desta investigação fixa-se nas perspetivas, opiniões e perceções dos imigrantes sobre as desigualdades raciais e étnicas, que ocorrem na sociedade de acolhimento e no trabalho. Isto porque os trabalhadores imigrantes são mais vulneráveis quanto à exploração por parte da entidade patronal já que podem aproveitar e usar a falta de conhecimento das normas e leis do país de acolhimento para tomar proveito da mão-de-obra barata e obediente. Na área metodológica, optou-se por uma pesquisa qualitativa, pelo qual foi utilizado o método de entrevistas semiestruturada onde a principal amostra era composta por trabalhadores imigrantes do distrito de Braga. Estes dados foram recolhidos com a finalidade de justificar certos padrões que até hoje foram debatidos e proporcionar uma nova perceção sobre os imigrantes/estrangeiros nas comunidades. No decurso das entrevistas individuais averiguou-se que apesar de existir multiculturalidade em muitos países ao redor do globo ainda persistem certos aspetos negativos, tal como na realidade portuguesa, que impõe a sua tolerância e aceitação perante os estrangeiros, mas de facto possui diversos problemas quanto a inclusão desses indivíduos. As conclusões deste trabalho demonstram as perspetivas e opiniões dos inquiridos quanto a diversidade e o seu benefício para todas as culturas, bem como as vantagens que a multiculturalidade tem para a população através do aproveitamento dos conhecimentos e atributos que cada etnia pode proporcionar, já que aumentaria a tolerância e integração de cada indivíduo, melhorando os aspetos sociais e económicos de cada país. |