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O caso Jayson Blair - The New York Times : da responsabilidade individual às culpas colectivas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Quando o The New York Times, um dos mais reputados jornais “de referência” a nível mundial, descobriu um conjunto de fraudes repetidamente cometidas – e publicadas – pelo seu jornalista Jayson Blair (nomeadamente plágios e mistura deliberada de informações verídicas com informações ficcionadas), gerou-se um intenso debate no campo jornalístico sobre os mecanismos de controlo de qualidade numa redacção: a sua existência, a sua pertinência, a sua eficácia, o seu alcance, os seus limites. O caso foi visto como tendo afectado fortemente a credibilidade do The New York Times junto dos seus leitores e levou ao despedimento do jornalista, à substituição dos dois máximos responsáveis editoriais do jornal e à alteração de um conjunto de procedimentos internos na redacção, entre os quais a nomeação de um “Provedor do Leitor”, até então sempre recusada por aquela publicação. A presente comunicação toma este caso como objecto de estudo, procurando, a partir dos muitos textos (quer informativos, quer opinativos) publicados em diversos “media” nacionais e estrangeiros, sistematizar as questões e os desafios por ele colocados ao exercício de um jornalismo mais responsável e mais responsabilizável. O argumento que se coloca em discussão é o de que, embora sejam úteis e necessários mecanismos colectivos de controlo da produção jornalística no interior de uma redacção para garantir maior rigor, qualidade e transparência, as especificidades desta profissão e do seu exercício concreto implicam sempre uma forte responsabilidade individual que nenhum mecanismo de controlo exterior pode garantir cabalmente. De onde a importância de uma sólida formação (inicial e contínua) dos jornalistas nos domínios da ética e da deontologia profissional, como condição imprescindível a um exercício mais independente, autónomo e responsável do ofício de informar.
Autores principais:Fidalgo, Joaquim
Assunto:Jornalismo Plágio Responsabilidade social Ética Deontologia Jayson Blair
Ano:2004
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Quando o The New York Times, um dos mais reputados jornais “de referência” a nível mundial, descobriu um conjunto de fraudes repetidamente cometidas – e publicadas – pelo seu jornalista Jayson Blair (nomeadamente plágios e mistura deliberada de informações verídicas com informações ficcionadas), gerou-se um intenso debate no campo jornalístico sobre os mecanismos de controlo de qualidade numa redacção: a sua existência, a sua pertinência, a sua eficácia, o seu alcance, os seus limites. O caso foi visto como tendo afectado fortemente a credibilidade do The New York Times junto dos seus leitores e levou ao despedimento do jornalista, à substituição dos dois máximos responsáveis editoriais do jornal e à alteração de um conjunto de procedimentos internos na redacção, entre os quais a nomeação de um “Provedor do Leitor”, até então sempre recusada por aquela publicação. A presente comunicação toma este caso como objecto de estudo, procurando, a partir dos muitos textos (quer informativos, quer opinativos) publicados em diversos “media” nacionais e estrangeiros, sistematizar as questões e os desafios por ele colocados ao exercício de um jornalismo mais responsável e mais responsabilizável. O argumento que se coloca em discussão é o de que, embora sejam úteis e necessários mecanismos colectivos de controlo da produção jornalística no interior de uma redacção para garantir maior rigor, qualidade e transparência, as especificidades desta profissão e do seu exercício concreto implicam sempre uma forte responsabilidade individual que nenhum mecanismo de controlo exterior pode garantir cabalmente. De onde a importância de uma sólida formação (inicial e contínua) dos jornalistas nos domínios da ética e da deontologia profissional, como condição imprescindível a um exercício mais independente, autónomo e responsável do ofício de informar.