Publicação
Distorções de base segura em crianças institucionalizadas: o papel do temperamento e da psicopatologia
| Resumo: | Este estudo teve como objetivo explorar o papel do temperamento e da psicopatologia nas distorções de base segura, nas crianças institucionalizadas com idade pré-escolar. Possui uma amostra composta por 85 crianças institucionalizadas, com idades compreendidas entre os 36 e os 75 meses, tendo em média 53.67 meses, sendo que 50 (58.1%) são do sexo masculino. A avaliação foi realizadas através da aplicação de um questionário sociodemográfico, de uma entrevista semiestruturada feita à cuidadora, Disturbances of Attachment Interview (Smyke & Zeanah, 1999), para a exploração da presença de sinais de comportamentos perturbados de vinculação na criança, nomeadamente as distorções de base segura. As cuidadoras, para além de responderem a esta entrevista, preenchiam o Children’s Behavior Questionnaire (Rothbart, 2000) para avaliação do temperamento da criança e o Child Behavior Checklist (CBCL) for Ages 1½-5 de T. M. Achenbach & L. A. Rescorla (2000) ou ao Child Behavior Checklist (CBCL) for Ages 6-18 (CBCL) de T. M. Achenbach (2001), conforme as idades das crianças, para avaliar o indicador geral de sintomatologia psicopatológica. Os resultados indicaram que o tempo de institucionalização está associado positivamente às distorções de base segura, rs=0.26, p<0.05, assim como o indicador geral de sintomatologia psicopatológica rs=0.37, p<0.001. Relativamente ao temperamento não foram encontrados resultados significativos. Os resultados mostram que crianças com mais tempo de institucionalização e com um maior indicador geral de sintomatologia psicopatológica tem mais distorções de base segura, sendo este ultimo o melhor preditor. |
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| Autores principais: | Vieira, Ana Cristina Sousa |
| Assunto: | Distorções de base segura Institucionalização Temperamento Psicopatologia Secure base distortions Institutionalization Temperament Psychopathology |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Este estudo teve como objetivo explorar o papel do temperamento e da psicopatologia nas distorções de base segura, nas crianças institucionalizadas com idade pré-escolar. Possui uma amostra composta por 85 crianças institucionalizadas, com idades compreendidas entre os 36 e os 75 meses, tendo em média 53.67 meses, sendo que 50 (58.1%) são do sexo masculino. A avaliação foi realizadas através da aplicação de um questionário sociodemográfico, de uma entrevista semiestruturada feita à cuidadora, Disturbances of Attachment Interview (Smyke & Zeanah, 1999), para a exploração da presença de sinais de comportamentos perturbados de vinculação na criança, nomeadamente as distorções de base segura. As cuidadoras, para além de responderem a esta entrevista, preenchiam o Children’s Behavior Questionnaire (Rothbart, 2000) para avaliação do temperamento da criança e o Child Behavior Checklist (CBCL) for Ages 1½-5 de T. M. Achenbach & L. A. Rescorla (2000) ou ao Child Behavior Checklist (CBCL) for Ages 6-18 (CBCL) de T. M. Achenbach (2001), conforme as idades das crianças, para avaliar o indicador geral de sintomatologia psicopatológica. Os resultados indicaram que o tempo de institucionalização está associado positivamente às distorções de base segura, rs=0.26, p<0.05, assim como o indicador geral de sintomatologia psicopatológica rs=0.37, p<0.001. Relativamente ao temperamento não foram encontrados resultados significativos. Os resultados mostram que crianças com mais tempo de institucionalização e com um maior indicador geral de sintomatologia psicopatológica tem mais distorções de base segura, sendo este ultimo o melhor preditor. |
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