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A competição na educação física e desporto. Da expressão biótica à dimensão educativa e cultural

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O objetivo central desta reflexão foi procurar olhar para a competição como uma das maiores expressões da vida natural e da vida humana, e neste caso concreto na educação física e do desporto. Neste contexto, a metodologia utilizada sai dos cânones de uma metodologia científica/empírica de investigação e tenta “escavar” pelo suporte reflexivo/crítico esta variável originária. A competição tal como outras dimensões bióticas - predação; parasitismo; cooperação; mutualismo; comensalismo - é uma das dimensões estruturantes da vida humana e da natureza. Serres (2004, 2019) afirma que o homem chegou aonde chegou graças ao treino, à técnica, à repetição, à cooperação e à competição. A competição é, de facto, um dos vocábulos mais utilizados na história da vida na terra (e do homem) quer no sentido positivo, quer no sentido negativo. Pela competição formou-se o universo mitológico e utópico; as espécies (natureza) evoluíram; assiste-se à emergência da economia/produtividade, dos media, das teorias e práticas ideológicas e políticas; o sentido axiológico esclareceu-se; surgiu a cultura, essa extraordinária criação do homem em confronto (em complemento) com a natureza, uma cultura que tem um fim em si mesma, qual seja, ajudar o homem a ser homem/pessoa/humanizar-se. A competição constitui-se assim, como um desiderato existencial. É um marcador, um fundamento, uma inscrição que estrutura a perpetuação da vida da natureza e da vida dos homens/mulheres. Este sentido também está plasmado na história da educação física e desporto – matéria que anima esta nossa reflexão.
Autores principais:Cunha, António Camilo
Outros Autores:Galvão, Zenaide; Costa, Andrize Ramires; Medeiros, Francisco Emílio
Assunto:Competição Educação física Desporto Dimensão educativa Dimensão cultural Ciências Sociais::Ciências da Educação
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O objetivo central desta reflexão foi procurar olhar para a competição como uma das maiores expressões da vida natural e da vida humana, e neste caso concreto na educação física e do desporto. Neste contexto, a metodologia utilizada sai dos cânones de uma metodologia científica/empírica de investigação e tenta “escavar” pelo suporte reflexivo/crítico esta variável originária. A competição tal como outras dimensões bióticas - predação; parasitismo; cooperação; mutualismo; comensalismo - é uma das dimensões estruturantes da vida humana e da natureza. Serres (2004, 2019) afirma que o homem chegou aonde chegou graças ao treino, à técnica, à repetição, à cooperação e à competição. A competição é, de facto, um dos vocábulos mais utilizados na história da vida na terra (e do homem) quer no sentido positivo, quer no sentido negativo. Pela competição formou-se o universo mitológico e utópico; as espécies (natureza) evoluíram; assiste-se à emergência da economia/produtividade, dos media, das teorias e práticas ideológicas e políticas; o sentido axiológico esclareceu-se; surgiu a cultura, essa extraordinária criação do homem em confronto (em complemento) com a natureza, uma cultura que tem um fim em si mesma, qual seja, ajudar o homem a ser homem/pessoa/humanizar-se. A competição constitui-se assim, como um desiderato existencial. É um marcador, um fundamento, uma inscrição que estrutura a perpetuação da vida da natureza e da vida dos homens/mulheres. Este sentido também está plasmado na história da educação física e desporto – matéria que anima esta nossa reflexão.