Publicação
Interpretação de ensaios de caudal em furos de pesquisa executados em rochas duras do Noroeste de Portugal
| Resumo: | Este trabalho tem como objectivo contribuir para o aumento do conhecimento sobre os recursos hídricos subterrâneos em rochas duras localizadas no Noroeste de Portugal, na Zona Centro Ibérica (ZCI), a Oeste da falha Régua-Verin e a Norte da Zona de Cisalhamento do Sulco Carbonífero Dúrico-Beirão (ZCSCDB). Foram interpretados 43 ensaios de caudal, sendo 32 em rochas graníticas – granitos de duas micas sin-D3 e granitóides biotíticos sin a tardi D3 - e 11 em rochas metamórficas do autóctone da ZCI. Utilizaram-se os métodos empíricos de Theis e o método de Moench para determinar a transmissividade dos aquíferos estudados. Adicionalmente, recorreu-se à análise da derivada do rebaixamento e às projecções diagnóstico para determinar as dimensões e os modelos conceptuais de fluxo (radial, linear, bilinear e esférico), a presença do efeito de armazenamento no furo e pele no furo, a presença do efeito de barreira e ainda o tipo de aquífero. Contribuiu-se para uma melhor compreensão dos sistemas aquíferos durante um ensaio de caudal em rochas duras através da análise da derivada do rebaixamento, e foi também apresentada uma metodologia de apoio ao processamento e interpretação dos dados. Foi possível deduzir relações empíricas, com modelos de regressão linear, para determinar a transmissividade em função do caudal específico. A transmissividade média das rochas graníticas varia entre 7.33 e 18.59 m2/dia, enquanto nas rochas metamórficas varia entre 3.25 e 7.81 m2/dia, dependendo do método utilizado. A transmissividade obtida pelo método de Moench tende a ser inferior às restantes metodologias testadas. Estas diferenças reflectem a presença de valores anómalos, particularmente nas rochas graníticas, e limitações dos dados de campo. Apesar da heterogeneidade e anisotropia dos sistemas aquíferos em rochas duras e das limitações dos dados de campo, foi possível inferir os modelos de fluxo e seleccionar o método mais adequado para a sua caracterização hidráulica. Contudo, não foi possível relacionar o contexto geológico - litologia, grau e espessura de alteração, presença e número descontinuidades – com a transmissividade do aquífero. |
|---|---|
| Autores principais: | Oliveira, Jorge Dinis da Silva Lopes |
| Assunto: | Aquífero Caudal específico Modelos de fluxo Moench Theis Transmissividade Aquifer Flow dimensions and regime Hardrock Transmissivity Specific yield Ciências Naturais::Ciências da Terra e do Ambiente |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Este trabalho tem como objectivo contribuir para o aumento do conhecimento sobre os recursos hídricos subterrâneos em rochas duras localizadas no Noroeste de Portugal, na Zona Centro Ibérica (ZCI), a Oeste da falha Régua-Verin e a Norte da Zona de Cisalhamento do Sulco Carbonífero Dúrico-Beirão (ZCSCDB). Foram interpretados 43 ensaios de caudal, sendo 32 em rochas graníticas – granitos de duas micas sin-D3 e granitóides biotíticos sin a tardi D3 - e 11 em rochas metamórficas do autóctone da ZCI. Utilizaram-se os métodos empíricos de Theis e o método de Moench para determinar a transmissividade dos aquíferos estudados. Adicionalmente, recorreu-se à análise da derivada do rebaixamento e às projecções diagnóstico para determinar as dimensões e os modelos conceptuais de fluxo (radial, linear, bilinear e esférico), a presença do efeito de armazenamento no furo e pele no furo, a presença do efeito de barreira e ainda o tipo de aquífero. Contribuiu-se para uma melhor compreensão dos sistemas aquíferos durante um ensaio de caudal em rochas duras através da análise da derivada do rebaixamento, e foi também apresentada uma metodologia de apoio ao processamento e interpretação dos dados. Foi possível deduzir relações empíricas, com modelos de regressão linear, para determinar a transmissividade em função do caudal específico. A transmissividade média das rochas graníticas varia entre 7.33 e 18.59 m2/dia, enquanto nas rochas metamórficas varia entre 3.25 e 7.81 m2/dia, dependendo do método utilizado. A transmissividade obtida pelo método de Moench tende a ser inferior às restantes metodologias testadas. Estas diferenças reflectem a presença de valores anómalos, particularmente nas rochas graníticas, e limitações dos dados de campo. Apesar da heterogeneidade e anisotropia dos sistemas aquíferos em rochas duras e das limitações dos dados de campo, foi possível inferir os modelos de fluxo e seleccionar o método mais adequado para a sua caracterização hidráulica. Contudo, não foi possível relacionar o contexto geológico - litologia, grau e espessura de alteração, presença e número descontinuidades – com a transmissividade do aquífero. |
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