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Arquitetura em Vila Termal: um retroprojeto para Caldas das Taipas no período entre 1880 e 1925

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O fim do século XIX e início do século XX em Portugal é um período marcado maioritariamente por instabilidades políticas e pelas consequências da revolução industrial. Se, por um lado, o desenvolvimento tecnológico e o nascimento de vanguardas artísticas assumem carácter positivo, também a ocorrência de guerras e os vários episódios de instabilidade política um pouco por todo o continente Europeu faz com que, naqueles anos, se desenvolvam diferentes abordagens à organização das cidades muitas vezes a partir de imaginários eloquentes e fantasias emergentes lúdico-burguesas. É também devido a algumas destas causas que o quotidiano dos habitantes das cidades muda e, com ele, as férias e algumas práticas de turismo. Naquele período, novas populações - turistas – começam a deslocar-se com maior regularidade e em época sazonal, para zonas litorais ou para parques termais na procura de conjugar a cura de doenças várias (do sistema respiratório, da pele, etc.) com alojamento, entretenimento e mobilidade. Assim começa o desenvolvimento do termalismo moderno em Portugal. Neste seguimento, e tendo o culto termal diferentes expressões urbanas e arquitectónicas no território português, interessa-nos reconhecer o passado termal da Vila de Caldas das Taipas. Apoiados na ideia de criar um imaginário de acordo com determinados estilos, propomos, neste trabalho, um conjunto de retroprojetos complementares ao parque termal (imaginando um complexo nunca construído mas, eventualmente, ambicionado). Assim, procurando responder às necessidades impostas pelo desenvolvimento industrial e económico da região entre as décadas de 1890 e 1920, sugerimos uma resposta urbana e arquitectónica com base na implantação e implementação de um programa hipotético como o de um Casino (entretenimento), um Hotel (alojamento) e uma Estação Ferroviária (mobilidade).
Autores principais:Oliveira, Ana Beatriz Meneses de
Assunto:Humanidades::Artes
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O fim do século XIX e início do século XX em Portugal é um período marcado maioritariamente por instabilidades políticas e pelas consequências da revolução industrial. Se, por um lado, o desenvolvimento tecnológico e o nascimento de vanguardas artísticas assumem carácter positivo, também a ocorrência de guerras e os vários episódios de instabilidade política um pouco por todo o continente Europeu faz com que, naqueles anos, se desenvolvam diferentes abordagens à organização das cidades muitas vezes a partir de imaginários eloquentes e fantasias emergentes lúdico-burguesas. É também devido a algumas destas causas que o quotidiano dos habitantes das cidades muda e, com ele, as férias e algumas práticas de turismo. Naquele período, novas populações - turistas – começam a deslocar-se com maior regularidade e em época sazonal, para zonas litorais ou para parques termais na procura de conjugar a cura de doenças várias (do sistema respiratório, da pele, etc.) com alojamento, entretenimento e mobilidade. Assim começa o desenvolvimento do termalismo moderno em Portugal. Neste seguimento, e tendo o culto termal diferentes expressões urbanas e arquitectónicas no território português, interessa-nos reconhecer o passado termal da Vila de Caldas das Taipas. Apoiados na ideia de criar um imaginário de acordo com determinados estilos, propomos, neste trabalho, um conjunto de retroprojetos complementares ao parque termal (imaginando um complexo nunca construído mas, eventualmente, ambicionado). Assim, procurando responder às necessidades impostas pelo desenvolvimento industrial e económico da região entre as décadas de 1890 e 1920, sugerimos uma resposta urbana e arquitectónica com base na implantação e implementação de um programa hipotético como o de um Casino (entretenimento), um Hotel (alojamento) e uma Estação Ferroviária (mobilidade).