Publicação
Liberdade de escolha e integração vertical nos hospitais portugueses
| Resumo: | Desde a crise financeira internacional de 2008, o Serviço Nacional de Saúde tem procurado compatibilizar a contenção da despesa pública com a salvaguarda do acesso universal. Duas iniciativas estruturantes marcam o período em análise: a constituição das Unidades Locais de Saúde, que integram cuidados primários e hospitalares, e o alargamento da liberdade de escolha hospitalar. Avalia-se se a integração vertical potencia ou mitiga os efeitos da liberdade de escolha hospitalar sobre a eficiência e a acessibilidade. Recorreu-se a um modelo de dados em painel, balanceado de 44 hospitais do Serviço Nacional de Saúde, no período 2013–2023. As variáveis dependentes contemplam: primeiras consultas, cirurgias eletivas e percentagens de primeiras consultas e cirurgias realizadas dentro do prazo legal. Os resultados sugerem que antes da reforma, as ULS realizavam menos produção em relação aos hospitais não integrados verticalmente, mas revelavam melhor cumprimento dos prazos. Após 2016, esta vantagem dissipou-se: registou-se uma redução do número de cirurgias e da taxa de cumprimento de tempos de consultas. Não se observaram ganhos adicionais da escolha hospitalar nas Unidades Locais de Saúde. |
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| Autores principais: | Machado, Abel Paulo Dias |
| Assunto: | Integração vertical Liberdade de escolha Unidades Locais de Saúde eficiência hospitalar vertical integration patient choice Local Health Units hospital efficiency Ciências Sociais::Outras Ciências Sociais I: Health, Education, and Welfare::I1: Health::I11: Analysis of Health Care Markets I: Health, Education, and Welfare::I1: Health::I18: Government Policy • Regulation • Public Health |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Desde a crise financeira internacional de 2008, o Serviço Nacional de Saúde tem procurado compatibilizar a contenção da despesa pública com a salvaguarda do acesso universal. Duas iniciativas estruturantes marcam o período em análise: a constituição das Unidades Locais de Saúde, que integram cuidados primários e hospitalares, e o alargamento da liberdade de escolha hospitalar. Avalia-se se a integração vertical potencia ou mitiga os efeitos da liberdade de escolha hospitalar sobre a eficiência e a acessibilidade. Recorreu-se a um modelo de dados em painel, balanceado de 44 hospitais do Serviço Nacional de Saúde, no período 2013–2023. As variáveis dependentes contemplam: primeiras consultas, cirurgias eletivas e percentagens de primeiras consultas e cirurgias realizadas dentro do prazo legal. Os resultados sugerem que antes da reforma, as ULS realizavam menos produção em relação aos hospitais não integrados verticalmente, mas revelavam melhor cumprimento dos prazos. Após 2016, esta vantagem dissipou-se: registou-se uma redução do número de cirurgias e da taxa de cumprimento de tempos de consultas. Não se observaram ganhos adicionais da escolha hospitalar nas Unidades Locais de Saúde. |
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