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O conceito de cidade de 15 minutos aplicado a aglomerados de pequena dimensão. O caso da Vila das Taipas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A maioria da população mundial vive em cidades, onde os usos de solo e atividades como o trabalho e a escola se encontram muito afastadas das áreas residenciais, levando a que muitas pessoas passem horas intermináveis no trânsito e em transportes públicos, acabando por perder os laços com a comunidade em que estão inseridas, não conhecendo os vizinhos e nem sequer o comércio local. Por outro lado, a mobilidade nas cidades é cada vez mais dominada pelos transportes motorizados, em particular o carro, que tem conduzido a um aumento do volume de tráfego, que passou a ser uma crescente preocupação para qualquer aglomerado urbano, devido à redução da qualidade do ambiente, da diminuição da segurança dos utentes da via pública, entre outros fatores. A pandemia da Covid-19 e as limitações impostas à circulação das pessoas, por vezes à área das freguesias, colocaram o mundo à prova e toda a gente teve que se adaptar, ou seja, fez com que as pessoas começassem a olhar para os seus bairros e àquilo que estes lhes ofereciam, tendo percebido, as áreas onde residiam não tinham uma mercearia para comprar bens essenciais, uma zona verde para poderem aproveitar o dia, um serviço de saúde à qual se possam dirigir se assim o for necessário, tendo que realizar grandes distâncias que implicavam o uso do automóvel. Assim, torna-se imperativo adotar uma nova estratégia mobilidade sustentável, através do incentivo e promoção de transportes mais suaves, preferencialmente o ciclável e o pedonal, obrigando o aglomerado urbano a adaptar-se, de forma a oferecer as melhores condições e conforto para que as pessoas se sintam confiantes, seguras e à vontade usar esses mesmos meios de transportes. Neste contexto, esta dissertação pretende analisar o conceito de Cidade de 15 Minutos e realizar um estudo que teste a viabilidade e respetivas ações para tornar a vila das Caldas das Taipas num território desse tipo. Para este efeito, desenvolveu-se, uma metodologia, que consiste na definição de percursos até aos pontos de bens e serviços essenciais, de forma a conseguir perceber se as pessoas conseguem alcançá-los numa viagem de 15 minutos a pé e de bicicleta. Apesar de ser fundamental se cumprir o tempo pré-definido, é igualmente importante analisar a viabilidade das condições das infraestruturas e espaços de circulação, ou seja, as condições dos passeios e das infraestruturas cicláveis. Com a avaliação destas questões, é então possível identificar a qualidade dos percursos e assim fundamentar novas propostas de intervenção.
Autores principais:Oliveira, Diana Filipa Matos
Assunto:Cidade de 15 Minutos Mobilidade Modo ciclável Modo pedonal Sustentabilidade Mobility Sustainability 15-minute city Pedestrian mode Cycling mode Engenharia e Tecnologia::Engenharia Civil
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A maioria da população mundial vive em cidades, onde os usos de solo e atividades como o trabalho e a escola se encontram muito afastadas das áreas residenciais, levando a que muitas pessoas passem horas intermináveis no trânsito e em transportes públicos, acabando por perder os laços com a comunidade em que estão inseridas, não conhecendo os vizinhos e nem sequer o comércio local. Por outro lado, a mobilidade nas cidades é cada vez mais dominada pelos transportes motorizados, em particular o carro, que tem conduzido a um aumento do volume de tráfego, que passou a ser uma crescente preocupação para qualquer aglomerado urbano, devido à redução da qualidade do ambiente, da diminuição da segurança dos utentes da via pública, entre outros fatores. A pandemia da Covid-19 e as limitações impostas à circulação das pessoas, por vezes à área das freguesias, colocaram o mundo à prova e toda a gente teve que se adaptar, ou seja, fez com que as pessoas começassem a olhar para os seus bairros e àquilo que estes lhes ofereciam, tendo percebido, as áreas onde residiam não tinham uma mercearia para comprar bens essenciais, uma zona verde para poderem aproveitar o dia, um serviço de saúde à qual se possam dirigir se assim o for necessário, tendo que realizar grandes distâncias que implicavam o uso do automóvel. Assim, torna-se imperativo adotar uma nova estratégia mobilidade sustentável, através do incentivo e promoção de transportes mais suaves, preferencialmente o ciclável e o pedonal, obrigando o aglomerado urbano a adaptar-se, de forma a oferecer as melhores condições e conforto para que as pessoas se sintam confiantes, seguras e à vontade usar esses mesmos meios de transportes. Neste contexto, esta dissertação pretende analisar o conceito de Cidade de 15 Minutos e realizar um estudo que teste a viabilidade e respetivas ações para tornar a vila das Caldas das Taipas num território desse tipo. Para este efeito, desenvolveu-se, uma metodologia, que consiste na definição de percursos até aos pontos de bens e serviços essenciais, de forma a conseguir perceber se as pessoas conseguem alcançá-los numa viagem de 15 minutos a pé e de bicicleta. Apesar de ser fundamental se cumprir o tempo pré-definido, é igualmente importante analisar a viabilidade das condições das infraestruturas e espaços de circulação, ou seja, as condições dos passeios e das infraestruturas cicláveis. Com a avaliação destas questões, é então possível identificar a qualidade dos percursos e assim fundamentar novas propostas de intervenção.