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Dog training in prisons: effects on canine welfare and behavior

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Resumo:O cão é amplamente eleito como animal de estimação na sociedade. Além de desempenhar a função de animal de companhia, realiza também diversas tarefas que são úteis ao ser humano. Quando envolvidos em programas em contexto prisional, os cães contribuem para a saúde mental dos reclusos e ajudam-nos a desenvolver maior capacidade de empatia e autocontrolo. No entanto, até à data, as implicações destes programas nos cães nunca foram estudadas. Assim, este estudo teve como objetivo investigar os efeitos de um programa de treino de cães realizado em contexto prisional (Prison-based dog training program (PBDTP)) no comportamento e bem-estar dos mesmos. O programa envolveu a deslocação de cães do canil municipal de Vila Nova de Gaia - Plataforma de Acolhimento e Tratamento Animal (PATA), a estabelecimentos prisionais na área do Grande Porto onde, sob a supervisão de treinadores, foram treinados por reclusos durante um período de 3 meses. Para o presente estudo foram recrutados 33 cães que estavam a participar no programa. Os animais foram sujeitos a três testes, antes do início do programa de treino e após a conclusão do mesmo: 1) teste de temperamento (TT) onde se avaliou a socialização e o manuseamento dos cães [1,2], 2) teste de educação básica (BET) (adaptado do Canine Good Citizen Test [3]) no qual foram avaliadas capacidades básicas de obediência e 3) teste de viés cognitivo, que avaliou o estado afetivo por meio de decisões otimistas e pessimistas tomadas em situações de ambiguidade. Os resultados sugerem que: i) o PBDTP contribuiu para melhorias no manuseamento e socialização dos cães, nomeadamente na interação com pessoas, no comportamento à trela, na atenção e no comportamento de brincadeira com um brinquedo de chiar; ii) o PBDTP permitiu aos cães desenvolverem habilidades básicas de educação, como aceitar estranhos, aguardar para ser cumprimentado, e comandos de sentar, deitar e ficar; iii) o PBDTP não teve impacto nos estados afetivos dos cães. Em conclusão, o PBDTP não comprometeu o bem-estar dos cães e contribuiu para melhorias na socialização, manuseamento e obediência básica, o que pode facilitar o processo e adaptação dos cães a novos lares após a adoção.
Autores principais:Morais, Sofia Maria Ferreira
Assunto:Cães de canil Programa de treino de cães em contexto prisional Teste de Educação Básica Teste de Temperamento Teste de viés cognitivo Shelter dogs Prison-Based Dog Training Programs Basic education test Temperament test Cognitive bias test Ciências Naturais::Ciências Biológicas
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O cão é amplamente eleito como animal de estimação na sociedade. Além de desempenhar a função de animal de companhia, realiza também diversas tarefas que são úteis ao ser humano. Quando envolvidos em programas em contexto prisional, os cães contribuem para a saúde mental dos reclusos e ajudam-nos a desenvolver maior capacidade de empatia e autocontrolo. No entanto, até à data, as implicações destes programas nos cães nunca foram estudadas. Assim, este estudo teve como objetivo investigar os efeitos de um programa de treino de cães realizado em contexto prisional (Prison-based dog training program (PBDTP)) no comportamento e bem-estar dos mesmos. O programa envolveu a deslocação de cães do canil municipal de Vila Nova de Gaia - Plataforma de Acolhimento e Tratamento Animal (PATA), a estabelecimentos prisionais na área do Grande Porto onde, sob a supervisão de treinadores, foram treinados por reclusos durante um período de 3 meses. Para o presente estudo foram recrutados 33 cães que estavam a participar no programa. Os animais foram sujeitos a três testes, antes do início do programa de treino e após a conclusão do mesmo: 1) teste de temperamento (TT) onde se avaliou a socialização e o manuseamento dos cães [1,2], 2) teste de educação básica (BET) (adaptado do Canine Good Citizen Test [3]) no qual foram avaliadas capacidades básicas de obediência e 3) teste de viés cognitivo, que avaliou o estado afetivo por meio de decisões otimistas e pessimistas tomadas em situações de ambiguidade. Os resultados sugerem que: i) o PBDTP contribuiu para melhorias no manuseamento e socialização dos cães, nomeadamente na interação com pessoas, no comportamento à trela, na atenção e no comportamento de brincadeira com um brinquedo de chiar; ii) o PBDTP permitiu aos cães desenvolverem habilidades básicas de educação, como aceitar estranhos, aguardar para ser cumprimentado, e comandos de sentar, deitar e ficar; iii) o PBDTP não teve impacto nos estados afetivos dos cães. Em conclusão, o PBDTP não comprometeu o bem-estar dos cães e contribuiu para melhorias na socialização, manuseamento e obediência básica, o que pode facilitar o processo e adaptação dos cães a novos lares após a adoção.