Publicação
Estudo da prevalência das disfunções acomodativas numa população de não présbitas
| Resumo: | A informação relativa à prevalência das disfunções acomodativas e binoculares não estrábicas ainda se encontra pouco clara. Há uma grande falta de consenso entre os autores devido às diferentes caraterísticas das populações estudadas e aos critérios de diagnóstico usados por cada um, sendo uma importante limitação para a existência de bons estudos epidemiológicos nas diferentes populações. Com este trabalho pretendeu-se inicialmente estudar a prevalência dos problemas acomodativos numa população cínica portuguesa, no entanto, após a recolha dos dados, optouse por se avaliar também a prevalência das disfunções binoculares não estrábicas Foram avaliados 42 sujeitos com idades compreendidas entre os 19 e os 35 anos, com uma média de idades de 25.9±0.73 anos. Os dados foram recolhidos durante uma consulta de rotina num gabinete de optometria. Aos pacientes era pedido para preencherem um questionário e os dados recolhidos para além do exame subjetivo foram os necessários para a compreensão da visão binocular e do funcionamento acomodativo. A prevalência de anomalias acomodativas e de visão binocular não estrábicas foi de 54.8%, sendo que: a insuficiência acomodativa correspondeu a 33.33%, o excesso acomodativo a 2.4% e a inflexibilidade acomodativa a 2.4%, o que representa no total uma prevalência de disfunções acomodativas de 38.1%; o excesso de convergência foi de 7.1%, a insuficiência de convergência foi de 4.8% e a disfunção das vergências fusionais foi de 4.8%, correspondendo a um total de 16.7% de anomalias binoculares; dando conta ainda de 2.4% que corresponde a uma insuficiência de convergência associada a uma insuficiência acomodativa. A prevalência destas anomalias acomodativas na prática clínica aparenta ser significativa, ainda que a amostra populacional seja pequena. Os valores obtidos merecem a nossa atenção sendo importante salientar que na prática clínica diária é necessário dar mais dar mais atenção a estas anomalias. |
|---|---|
| Autores principais: | Pascoal, Ana Rita Lopes |
| Assunto: | Ciências Naturais::Ciências Físicas |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A informação relativa à prevalência das disfunções acomodativas e binoculares não estrábicas ainda se encontra pouco clara. Há uma grande falta de consenso entre os autores devido às diferentes caraterísticas das populações estudadas e aos critérios de diagnóstico usados por cada um, sendo uma importante limitação para a existência de bons estudos epidemiológicos nas diferentes populações. Com este trabalho pretendeu-se inicialmente estudar a prevalência dos problemas acomodativos numa população cínica portuguesa, no entanto, após a recolha dos dados, optouse por se avaliar também a prevalência das disfunções binoculares não estrábicas Foram avaliados 42 sujeitos com idades compreendidas entre os 19 e os 35 anos, com uma média de idades de 25.9±0.73 anos. Os dados foram recolhidos durante uma consulta de rotina num gabinete de optometria. Aos pacientes era pedido para preencherem um questionário e os dados recolhidos para além do exame subjetivo foram os necessários para a compreensão da visão binocular e do funcionamento acomodativo. A prevalência de anomalias acomodativas e de visão binocular não estrábicas foi de 54.8%, sendo que: a insuficiência acomodativa correspondeu a 33.33%, o excesso acomodativo a 2.4% e a inflexibilidade acomodativa a 2.4%, o que representa no total uma prevalência de disfunções acomodativas de 38.1%; o excesso de convergência foi de 7.1%, a insuficiência de convergência foi de 4.8% e a disfunção das vergências fusionais foi de 4.8%, correspondendo a um total de 16.7% de anomalias binoculares; dando conta ainda de 2.4% que corresponde a uma insuficiência de convergência associada a uma insuficiência acomodativa. A prevalência destas anomalias acomodativas na prática clínica aparenta ser significativa, ainda que a amostra populacional seja pequena. Os valores obtidos merecem a nossa atenção sendo importante salientar que na prática clínica diária é necessário dar mais dar mais atenção a estas anomalias. |
|---|